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“Não é pelas medidas de barreiras físicas que se controlam os movimentos migratórios”

| Editoria Entrevistas | 04/10/2015

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«A melhor forma de responder à crise migratória que atualmente assola a Europa é criar um “Plano Marshall” para África», defende o presidente da Assistência Médica Internacional. Apesar de considerar positivo o fundo de 2,4 mil milhões de euros criado pela Comissão Europeia, Fernando Nobre sustenta que, face ao êxodo maciço de migrantes que tentam alcançar a Europa, é preciso um «plano consistente» que restaure a esperança das populações africanas e as ajude a fixarem-se nos países de origem.

“Devemos reconhecer que a política de ajuda ao desenvolvimento dos últimos 30 anos não surtiu o efeito que se esperava”
AMI

ÁFRICA21. Apela para a criação de um «Plano Marshall», na sequência do drama dos imigrantes ou refugiados que saem do Norte de África e que tentam alcançar a Europa em busca de uma vida melhor. Com que fundamentos?

FERNANDO NOBRE. É, sem dúvida, uma realidade amarga e enquadra-se também num plano mais alargado abrangendo o Médio Oriente. Vejo muitas reações e muitas expressões quando os refugiados ou imigrantes chegam à Europa, tanto vindos do Sul – e aí o destino primordial é a Itália – ou quando vêm do Médio Oriente sendo a Grécia o primeiro destino, mas ninguém ousa abordar as causas. Como médico que sou – desculpa a metáfora – gosto de elaborar um diagnóstico antes de aplicar um tratamento. 

No continente africano, há duas causas essenciais: uma mais recente decorre da destruição do Estado líbio, que fez com que todo um armamento fosse espalhado pela região do Sahel por movimentos conexos ou aliados ao dito Estado Islâmico, que se autoproclamou na Síria e no Iraque. Daí que a instabilidade e o terror também já se instalaram no Norte de África. Fala-se muito do Al-Shabab na Somália, fala-se muito do Boko Haram, que atua entre a Nigéria e o Níger; soube-se que o que aconteceu no Mali implicou a intervenção francesa e, uma coisa é certa, a instabilidade instalou-se em toda a região do Sahel, como consequência direta de uma intervenção que levou à destruição do Estado da Líbia, liderado na altura pelo coronel Khadafi, ditador, sem dúvida, mas que era, até então, perfeitamente bem recebido em várias capitais europeias.

[Versão integral disponível via assinatura]

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