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ONG quer reavivar turismo no Egito recriando os passos de Abraão

| Editoria Turismo | 24/10/2015

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Responsável pela disciplina de Negociação na Universidade de Harvard, nos EUA, William Ury esteve há algumas semanas em São Paulo, no Brasil, para falar de um projeto que pretende levar estabilidade ao Médio Oriente através do turismo. Chama-se «Caminho de Abraão», e foi idealizado após uma conversa com o brasileiro Alexandre Chade, hoje patrono de uma ONG com o mesmo nome no país. O projeto está já em fase final de implementação; a ideia é montar uma rota de peregrinação com mais de mil quilómetros, que vai do berço ao túmulo de Abraão – figura que aparece em todos os livros sagrados das religiões monoteístas que nasceram no Médio Oriente (cristianismo, judaísmo e islamismo).

O projeto, apesar de ser de pequena envergadura quando comparado com aqueles que habitualmente recebem apoios, conta com financiamento do Banco Mundial
(DR)

«Este projeto funciona porque cresceu desde a base até à parte de cima. Porque as verdadeiras partes interessadas são as comunidades e os camponeses que surgem no caminho», justifica Ury. Ao longo dos últimos seis anos, este professor tem visitado frequentemente a região, para conversar com comunidades locais e apresentar o projeto a moradores de pequenas aldeias da Turquia, da Palestina, de Israel, da Jordânia e do Egito. O raciocínio por trás do projeto passa por unir governos da região em torno de uma atração turística lucrativa e comum às três religiões, por contar a história de Abraão. Por outro lado, o projeto também traria benefícios aos moradores de vilas e aldeias ao longo da rota.

William Ury procurou ainda, no lançamento do projeto, mostrar uma imagem diferente do Médio Oriente: «A maioria das pessoas, quando pensa nesta zona, acha que encontrará hostilidade. Mas, na verdade, a coisa mais impressionante no Médio Oriente é que todos querem dar as boas-vindas aos estrangeiros. Pensa-se que se vai encontrar terroristas, e afinal toda a gente nos recebe bem. É uma experiência incrível».

O projeto, apesar de ser de pequena envergadura quando comparado com aqueles que habitualmente recebem apoios, conta com financiamento do Banco Mundial. «O BM nunca investe num projeto tão pequeno como este, mas viu aqui um grande potencial de inovação. Até porqe chega aos lugares mais pobres e remotos, a que os dólares do desenvolvimento raramente chegam», explicou Ury.

Outro dos atrativos deste projeto é a sua forma de funcionamento. É turismo, sim, mas sem hotéis, restaurantes ou promessas de quaisquer luxos: quem fizer esta rota ficará nas povoações, dormindo (e até comendo) nas casas dos habitantes. Para isto, Ury seguiu de aldeia em aldeia, «bebendo muito chá e conversando muito com as pessoas», de forma a acertar todos os detalhes.

Redação

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