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«Os jovens timorenses já não aprendem o português com desespero»

| Editoria Entrevistas | 01/02/2016

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Quinhentos anos depois da chegada dos portugueses ao território, a reintrodução da língua levada pelos antigos colonizadores é hoje um desafio assumido pelas autoridades timorenses. Timor-Leste tudo faz para preservar o português, em paralelo com o tétum, como pilar da sua identidade. Quando parece haver «conflito» entre as várias línguas que predominam no vocabulário dos timorenses, linguistas ou intelectuais como o professor universitário Benjamim Corte-Real, são apologistas de que saber usar e veicular todas elas também constitui uma mais-valia para a sua inserção mundial.

«Ainda temos alguns anos pela frente, até 2024, para fazermos a justiça em relação ao português»
(DR)

ÁFRICA 21.O Governo timorense decidiu adotar o português como uma das línguas oficiais, a par com o tétum, e, nesta linha, tem impulsionado o ensino. Como tem sido possível a convivência entre o tétum e a língua portuguesa, adicionada à influência do Inglês ou da língua indonésia?

BENJAMIM CORTE-REAL. Para sermos mais precisos, a decisão de ter o português como uma das línguas oficiais foi tomada pela Assembleia Constituinte. Aliás, para falarmos de coerência política, em 1975, aquando da proclamação unilateral da nossa independência, o português constava como a única língua oficial. Depois da ocupação, as coisas evoluíram e achou-se importante que as duas línguas deveriam merecer a dignidade constitucional de línguas oficiais. A convivência entre o português e o tétum data de quase toda a presença portuguesa em Timor-Leste. Portanto, o tétum, que na altura era apenas uma língua local e dispersa pelos vários sítios onde se falava de forma nativa, acabou, por influência do português, por experimentar uma elevação estatutária ao longo dos séculos. De uma língua local passou a ser a língua franca entre os timorenses e, depois, já nas vésperas do fim da colonização portuguesa (1975) já era língua falada em quase todo o território. Praticamente língua nacional, é também uma língua de unidade entre os vários grupos étnicos. Aquando da restauração da independência foi reconhecida como língua co-oficial. Toda essa elevação estatutária foi um processo em que sempre esteve presente o português e a influência da língua inglesa, como fator de enriquecimento, digamos assim, de modernização do tétum.

[Versão integral disponível via assinatura]

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