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Ambiente

Cientistas contestam novo megaprojeto turístico em Cabo Verde

| Editoria Ambiente | 15/02/2016

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Um grupo de 12 cientistas e paleontólogos coordenado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência, de Portugal, contesta a construção em Cabo Verde de um novo complexo turístico, do empresário chinês David Chow.

«Seria altamente recomendável evitar que qualquer projeto avançasse ali e que houvesse um estudo muito aprofundado do impacto ambiental e histórico»
(DR)

O grupo de cientistas é contra a edificação do complexo turístico, integrado no ilhéu de Santa Maria e Gamboa, na cidade da Praia, tendo formulado essa opinião após visitar o local no âmbito da componente letiva da terceira edição do Programa de Pós-graduação Ciência e Desenvolvimento (PGCD).

«Seria altamente recomendável evitar que qualquer projeto avançasse ali e que houvesse um estudo muito aprofundado do impacto ambiental e histórico de qualquer construção que possa ser feita naquele local», disse o paleontólogo português Rui Castanhinha. O cientista afirmou que o Ilhéu de Santa Maria contribuiu para que o naturalista Charles Darwin construísse um pensamento lógico para revolucionar a Ciência da Biologia, pelo que recomendou a inviabilização de qualquer construção no local.

Castanhinha considerou que, do ponto de vista histórico, o «Djéu» simboliza um local de importância extraordinária, ainda que do ponto de vista ambiental seja «muito pouco conhecido», pelo que reclama mais estudos do ponto de vista biológico e geológico.

Opinião idêntica tem a cientista Joana Sape, para quem seria essencial preservar alguma praia do ilhéu.

Esta posição do grupo de cientistas surge numa semana em que foi formalmente lançada a primeira pedra para a construção de uma estância turística no ilhéu de Santa Maria e na Gamboa, em frente à cidade da Praia, do empresário chinês David Chow, e orçada em 393 milhões de dólares – cerca de 15% do PIB de Cabo Verde.

Em agosto, cerca de 40 elementos do movimento cabo-verdiano «Korrenti di Ativista» acamparam no ilhéu de Santa Maria em protesto contra a construção do complexo, considerando que irá servir sobretudo para trazer ao país «lavagem de capitais, prostituição e turismo sexual».

Na semana passada, o ex-bastonário da Ordem dos Arquitetos (OAC) cabo-verdiana, Cipriano Fernandes, pediu a intervenção da Procuradoria-Geral da República (PGR) para suspender o projeto, por considerar que não respeita todos os requisitos legais e que deveria ser aberto ao escrutínio público.

Após o lançamento da primeira pedra, tanto o empresário David Chow como o governo cabo-verdiano desdramatizaram, e consideraram normal as várias vozes que têm manifestado o seu desagrado perante o projeto. David Chow disse que não se consegue satisfazer toda a gente e que no futuro, quando se começar a ver os resultados, todos poderão olhar o projeto de outra forma. Entretanto, garantiu que há abertura para alterações.

O complexo, previsto para estar pronto dentro de três anos, prevê a construção de um hotel-casino no ilhéu de Santa Maria, uma marina, uma zona pedonal com comércio e restaurantes, um centro de congressos, infraestruturas hoteleiras e residenciais na zona da Praia da Gamboa e uma zona de estacionamento. Trata-se do maior empreendimento turístico no país, que cobrirá uma área de 152,7 mil metros quadrados e inaugurará a indústria de jogo no arquipélago. Durante a construção vai gerar mais de 2 mil postos de trabalho.

Redação com Agência

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