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«Um historiador é tudo menos um profeta»

| Editoria Entrevistas | 01/03/2016

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Era imperioso este desafio, o de trazer a público este «projeto ambicioso»: a História de Angola - Da Pré-História ao Início do Século XXI. «Tratava-se de um velho sonho escrever este livro», afirma à África21 o professor Alberto Oliveira Pinto, autor da obra recentemente apresentada em Lisboa, que condensa a História de Angola prefaciada por Elikia M’Bokolo com posfácio de Adriano Mixinge‏.

«Seria desejável deixarmos decorrer o primeiro quartel do século XXI para se escrever um novo capítulo [da História contemporânea de Angola]»
Diogo Branco

ÁFRICA21. Há 20 anos que se dedica ao estudo da História de Angola. Uma vez que o seu livro foi lançado a 4 de Fevereiro, no ano do 55.º aniversário do início da luta armada, já é possível termos a versão próxima da verdade sobre os factos relativamente à forma como teve início o processo de libertação nacional em 1961?

ALBERTO OLIVEIRA PINTO. O que escrevi neste livro sobre o 4 de Fevereiro de 1961 é o resultado de leituras atentas e construtivas dos trabalhos de outros historiadores, entre os quais destaco Edmundo Rocha, Jean-Michel Mabeko Tali e Carlos Pacheco. É também o resultado de muito daquilo de que fui informado por várias pessoas, angolanas e portuguesas, minhas contemporâneas. Não se esqueça de que nasci em Luanda apenas um ano depois do 4 de Fevereiro. Sou um «filho» do 4 de Fevereiro. O 4 de Fevereiro foi uma revolta de homens saídos dos musseques, munidos de armas brancas (catanas), defrontando as autoridades coloniais, armadas de armas de fogo sofisticadas. Não foi, de modo algum, nenhum ato de «terrorismo». A repressão portuguesa foi sanguinária, como a descrevo no livro, e ainda hoje persistentemente silenciada. Tudo leva a crer que os principais organizadores do 4 de Fevereiro, o Cónego Manuel das Neves e o empregado de escritório, Adão Neves Bendinha, fossem simpatizantes da UPA (União dos Povos de Angola). No entanto, logo no dia seguinte, o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), então sediado em Conacri, reivindicou o golpe. Mas, do meu ponto de vista – e consigo demonstrá-lo nesta História de Angola –, a luta pela Independência de Angola remonta a muito antes, nomeadamente ao século XIX, e em alguns casos muito pontuais ao século XVII, como é o caso da revolta contra o governador Tristão da Cunha, em 1667.

[Versão integral disponível via assinatura]

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