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A história de sucesso de Koeman Managem

Conceição Lima | Editoria Opinião | 01/04/2016

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Koeman Managem era ainda um adolescente quando a mãe, ciente da importância da educação, o enviou para morar com familiares na cidade capital, de modo a que pudesse prosseguir os estudos. A experiência correu mal e Koeman, órfão de pai, acabou por regressar à Ribeira Peixe, no sul da ilha de São Tomé, sem ter podido concluir o 9.º ano, para se juntar à mãe e aos três irmãos. Mas a sua vontade de prosseguir os estudos era muito grande e a determinação da mãe em que isso acontecesse não era menor. Alguém, conhecedor da situação, contactou a Fundação Novo Futuro. Esta organização não governamental foi criada pela médica e ex-ministra da Saúde, Dulce Gomes, em 2002 e abriu o seu primeiro lar de acolhimento, a tempo inteiro, em 2003. 

Koeman foi acolhido no lar e concluiu o 9.º ano com tão boas notas que a Fundação decidiu transferi-lo para o IDF, Instituto Diocesano de Formação, onde completou o 11.º ano. Surgida a oportunidade de fazer um curso profissionalizante em Portugal, foi aconselhado pela patrona da Fundação a não pensar duas vezes. Hoje, Koeman, com 23 anos, prossegue com êxito, na cidade de Évora, uma formação universitária em Gestão de Empresas depois de ter feito um curso profissional de Gestão. 

Todas as despesas, incluindo propinas, alojamento, alimentação, livros e demais materiais escolares, saúde e expedientes administrativos são suportados pela Fundação Novo Futuro. Não admira que a patrona, Dulce Gomes, fale com orgulho e emoção do que considera ser o mais proeminente caso de sucesso da sua organização. 

«Nós ajudamo-lo a materializar o seu sonho de estudar e ascender na vida. Se não tivesse sido encaminhado na nossa direção, a sua história de vida teria certamente sido completamente diferente», diz a patrona da Fundação Novo Futuro. Mas este não é o único caso digno de destaque. Neste momento, sete outros antigos internos do lar, de entre os quais duas raparigas, frequentam cursos de formação em Portugal.

Também os que não conseguem uma bolsa de estudos ou outra forma de apoio para prosseguir estudos no exterior são orientados para uma formação e capacitação que lhes permita enfrentar a vida e o mercado de emprego quando deixarem o lar. 

O lar da Fundação Novo Futuro, no Budo-Budo, acolhe neste momento 16 internos, sendo cinco raparigas. Está preparado para acolher internos dos 3 aos 20-22 anos, embora o ideal fosse deixarem o lar aos 18 anos, até para abrir novas vagas. O lar já recebeu crianças com dois, quatro e cinco anos. As solicitações são muitas e ultrapassam a capacidade de resposta.

O BISTP, Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, garante uma quantia para as pessoas que cuidam do lar do Budo-Budo e para os professores que fazem o acompanhamento fora das escolas. A CST, Companhia São-tomense de Telecomunicações, apoia, assegurando internet e outros meios de comunicação, enquanto o grupo HB garante um terço da alimentação. 

À exceção de Koeman, que é totalmente apoiado pela Fundação, os outros antigos internos que estudam no estrangeiro têm bolsas que lhes asseguram propinas, alimentação e alojamento nos dias de aulas. O dinheiro de bolso, materiais escolares, despesas com a saúde, comunicações e todas as despesas de fins-de-semana estão a cargo da Fundação. 

Um caso relevante de apoio às crianças vulneráveis que tem merecido elogios e reconhecimento de diversos quadrantes, incluindo o Governo e a UNICEF.

Conceição Lima

[Texto publicado na edição N.º 106 da revista África21]

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