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Serão os Afar, do Djibouti, o povo mais resistente da Terra?

| Editoria Cultura | 09/04/2016

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Viver sobre uma câmara de magma parece não ser ideia para qualquer um. E traz, de facto, muitas dificuldades. Mas os Afar já o fazem há gerações.

«A energia geotermal é muito importante. Pode ser o centro-base de energia do Djibouti»
(DR)

Este povo nómada do Djibouti, conta a CNN, fez das paisagens duras e até um pouco assustadoras do norte do Grande Vale Rift a sua casa, confiando para isso precisamente nos mesmos elementos extremos que colocam em perigo as suas vidas.

Os riscos que correm são inúmeros: seca, vulcões e a possibilidade sempre presente de que o chão que têm debaixo dos pés se abra de repente em dois. Mas há um elemento que compensa tudo o resto: sal.

Ficando a 500 pés abaixo do nível do mar, o Lago Assal, ou que dele resta, é o ponto mais baixo do continente africano. Fica no sopé de uma cratera vulcânica, e é também um dos lagos mais salgados do mundo. O recuo das águas deixou uma crosta de cristais de sal brancos, que são um modo de vida para aquele povo. Há séculos que os Afar recolhem e vendem o sal. Primeiro o negócio era com a Etiópia, mas agora também vendem a turistas, explica Hamadou Aleisse, um Afar que desde os 15 anos trabalha no sal.

Mas o Djibouti não escapa às alterações climáticas. E está a sofrer um evento meteorológico e geológico de grandes proporções. «As mudanças climáticas estão a matar os nómadas», resume o geólogo Abdourahman Omar Haga. «Se não há chuva, não há erva. As cabras morrem.»

«A vida aqui é cada vez mais difícil, porque não temos água», diz Aleisse, hoje com mais de 40 anos. «Mas é aqui que eu vivo, e não posso ir para mais lado nenhum.»

Num caso mais extremo, até o sal desaparecerá.

O Djibouti é um dos países mais voláteis do mundo, devido à sua localização. Fica no cruzamento entre três das placas tectónicas do mundo – e estas estão a separar-se, ao ritmo de dois centímetros por ano. Num determinado local, o magma está apenas 3,2 quilómetros abaixo do solo.

A atividade sísmica, diz Haga, pode um dia criar um novo oceano, eliminando os campos de sal. «Esta zona deverá ficar abaixo do mar. Se agora houver um sismo… É para lá que esta água vai.»

Os sismos podem estar fora do controlo dos cientistas, mas isso não significa que a paisagem do Djibouti não possa ser aproveitada. Com efeito, Haga acredita que esta paisagem poderá até garantir um futuro sustentável para os nómadas Afar.

O cruzamento das três placas – o Rift da África de Este, o Rift do Mar Vermelho e o Golfo de Áden – leva a fraturas, fissuras e atividade vulcânica sempre que há «choques» entre elas. O único outro país do mundo com condições geológicas semelhantes é a Islândia.

Os movimentos sísmicos criam fissuras onde a lava se acumula, aquecendo a terra e água em redor. Esta forma de calor geotermal pode mudar a vida dos Afar para sempre, explica Haga. «A energia geotermal é muito importante. Pode ser o centro-base de energia do Djibouti… As energias solar e eólica são temporárias, mas a geotermal é constante.»

Alcançando os reservatórios subterrâneos de vapor ou de água quente, os engenheiros podem gerar eletricidade, o que por sua vez pode impulsionar as perspetivas a longo prazo dos Afar. «Sem energia não há desenvolvimento», resume o geólogo. E, segundo diz, o Djibouti tem zonas suficientes de atividade geotérmica para dar eletricidade a todo o país.

Redação

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