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Economia

Produtores de bananas das Antilhas relançam setor na Costa do Marfim

| Editoria Economia | 21/05/2016

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Dez anos de crise política tiveram efeitos nefastos na agricultura da Costa do Marfim, sobretudo num dos seus grandes produtos de exportação, a banana. A concorrência sul-americana é forte e ameaça os produtores marfinenses. Mas há investidores de Guadalupe e da Martinica que acreditam no potencial deste país africano, escreve o Jeune Afrique.

Os primeiros investidores das Antilhas chegaram em 2008. Cultivam hoje mais de 1500 hectares de bananeiras na Costa do Marfim
(DR)

Os primeiros investidores das Antilhas chegaram em 2008. Cultivam hoje mais de 1500 hectares de bananeiras na Costa do Marfim. São sobretudo de Guadalupe e da Martinica, e tanto há industriais ricos como pequenos produtores independentes. Mas estes produtores vieram para África à procura de um novo fôlego – e encontraram-no. Há terras disponíveis, mão-de-obra barata, proximidade do mercado europeu… Perante a concorrência da América do Sul, África parece ser o El Dorado. E sobretudo a Costa do Marfim, que tem um bom clima de negócios, boas infraestruturas rodoviárias e portuárias e proximidade relativamente ao espaço da francofonia.

Há, no entanto, duas estruturas que se destacam, e pelo seu tamanho. A maior é a Banaci, criada em 2013 e parte do Grupo Bernard Hayot, de uma grande família beké (nome dado nas Antiljas francesas a um habitante crioulo descendente dos primeiros colonos europeus). Em 2014, este grupo investiu cerca de 50 milhões de dólares nas suas primeiras plantações industriais, com cerca de mil hectares perto de Tiassalé (120 quilómetros a nordeste de Abidjan).

O outro projeto de destaque é o La Siapa, criado em 2010 por um grupo de produtores guadalupenses e marfinenses. Em 2014, inaugurou um primeiro local de exploração, com 500 hectares, também perto de Tiassalé. Hoje, são ali produzidas 25 mil toneladas de bananas por ano.

A subida da produtividade

Estes novos investimentos não conseguem, ainda assim, fazer face ao peso da Compagnie Fruitière, de França, que representa 60% das exportações de bananas do país. Mas são importantes para o reajustamento e o relançamento do setor, desfeito por dez anos de crise político-militar. Hoje há 6 mil hectares de bananeiras, contra os 10 mil de 1997, diz o Jeune Afrique.

Em 2015, a produção marfinense ficou-se pelas 300 mil toneladas, mas aí também por culpa das inundações de 2014. Mas os investimentos recentes devem alavancar esta produção, esperando-se que venha praticamente a duplicar no espaço de cinco anos.

Os plantadores das Antilhas trouxeram sabedoria técnica: teleféricos (para o transporte de bananas) e estações de armazenamento estão entre as novidades, e regista-se também uma melhoria da qualidade da fruta, essencial para enfrentar a concorrência mundial.

A diminuição dos direitos de entrada no mercado europeu para as bananas latino-americanas, em 2009, foi um golpe duro também para as culturas marfinenses, menos produtivas. Em 2015, uma caixa de bananas da Costa do Marfim comprava-se por entre 10 e 11 euros, contra 8 pelas bananas americanas.

Para dar um impulso à produtividade, a La Siapa instalou um sistema de irrigação teleprogramável e uma estufa de 3,5 mil metros quadrados, com capacidade para 70 mil plantas. Esta sociedade usa duas variedades de banana «de sobremesa», importadas da Costa Rica e conhecidas por serem as mais resistentes às doenças: a Williams e a Gal, que planta respetivamente em 25% e em 75% dos terrenos que explora.

Por seu lado, a Banaci testa atualmente técnicas de enriquecimento natural dos solos, para limitar a utilização de produtos químicos, e recorre a «plantas de cobertura», que impedem as ervas daninhas de germinar.

Redação

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