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Saúde

Febre-amarela pode provocar «catástrofe global» se chegar à China

| Editoria Saúde | 24/05/2016

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Especialistas em doenças infeciosas alertam esta terça-feira para o risco de o surto de febre-amarela de Angola chegar à China, onde 2 mil milhões de pessoas sem imunidade contra a doença podem dar início a uma «catástrofe global».

«Estas condições levantam a alarmante possibilidade de uma epidemia de febre-amarela, com uma taxa de letalidade de até 50%, numa região com uma população suscetível de 2 mil milhões de pessoas»
(DR)

Num artigo publicado na revista científica International Journal of Infectious Diseases, cientistas da África do Sul e de Singapura consideram «um equívoco» a posição da Organização Mundial de Saúde (OMS), que na semana passada decidiu não declarar o surto de febre-amarela uma emergência sanitária de alcance internacional.

Para Sean Wasserman, da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, «o cenário atual do surto de febre-amarela em Angola, onde há numerosos trabalhadores chineses, muitos dos quais não estão vacinados, a par do grande volume de tráfego aéreo para um ambiente onde é possível a transmissão, na Ásia, não tem precedentes na história».

«Estas condições levantam a alarmante possibilidade de uma epidemia de febre-amarela, com uma taxa de letalidade de até 50%, numa região com uma população suscetível de 2 mil milhões de pessoas e onde há uma infraestrutura extremamente limitada para responder eficazmente», alertou o investigador.

Declarado em dezembro do ano passado, o surto de febre-amarela em Angola registou até agora 2504 casos suspeitos, dos quais 761 estão confirmados, e deixou 299 mortos, o que representa uma taxa de letalidade de 12%. No entanto, um especialista da OMS que visitou o país em fevereiro alertou que os números podem ser 10 a 50 vezes mais elevados.

Lembrando que a febre-amarela já fez dezenas de milhares de mortos no passado – o último surto registado ocorreu em 1905, na Europa, em Gibraltar e nos EUA, em Nova Orleães –, os cientistas recordam que o risco de alastramento ao resto do mundo é hoje muito mais alto, devido à mobilidade internacional.

Embora exista uma vacina, que é altamente eficaz, a atual produção anual, de 40 milhões de doses, está longe de chegar para as necessidades, caso o surto atual siga o mesmo trajeto de doenças como a dengue, o chikungunya ou o zika, todas transmitidas pela mesma família de mosquito que transmite a febre-amarela, os Aedes aegypti. Esta espécie é abundante por toda a região da Ásia-Pacífico, o que aumenta a possibilidade de transmissão local de febre-amarela.

Segundo o último relatório da OMS sobre a situação da febre-amarela, datado de 20 de maio, a China já registou 11 casos importados da doença. Este número, escrevem os cientistas, «mostra como é crucial reconhecer o risco agora, para tomar a ação preventiva adequada para que se possa evitar uma catástrofe global».

Num editorial publicado na mesma revista, os cientistas J.P. Woodall, da Sociedade Internacional para as Doenças Infeciosas, e T.M. Yuill, da Universidade de Wisconsin-Madison, ambos nos EUA, concordam que o surto em Angola pode resultar num alastramento ao resto de África e à China. Admitem que a OMS não tenha meios suficientes para fazer face ao problema e sugerem que as Nações Unidas envolvam outras agências humanitárias para combater a epidemia. Defendem ainda que o controlo do mosquito não tem sido suficiente para conter surtos de dengue e zika e manifestam pouca confiança nos controlos alfandegários. A vacinação, dizem, «é a única solução, mas há o risco de o mundo esgotar as doses existentes».

Os autores apresentam uma possível solução: «Os estudos mostram que a vacina é tão potente que um quinto da dose imuniza tão bem como a dose completa, por isso um frasco com cinco doses poderia proteger 25 pessoas». «A OMS tem autoridade para declarar o uso temporário da dose mais baixa, o que aumentaria a oferta», sugerem.

Redação com Agência

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