Publicidade

Publicidade

Publicidade

África 21 OnlineÁfrica 21 Online

Registre-se na nossa newsletter e mantenha-se informado.
África 21 no Facebook

África 21 Online

Pesquisa

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook

Edição Impressa

Edição do Mês

Destaques da edição de Junho de 2019

ANGOLA

Situação Económica de Angola

ANGOLA

Informação e Percepção da Economia Angolana

ANGOLA

Recordar o passado para encontrar soluções

ÁFRICA

FATALIDADES E ESPERANÇAS DA ECONOMIA AFRICANA

AFEGANISTÃO

LISTA NEGRA DOS SOLDADOS DO PROFETA

ANGOLA

OS DESAFIOS PARA AS ELEIÇÕES DE 2022

ÁFRICA

ADAPTAR OS EXÉRCITOS AFRICANOS AOS NOVOS INIMIGOS

ANGOLA

MPLA - O CONGRESSO DO REJUVENESCIMENTO

Rádio

Publicidade

Ambiente

Militares da Guiné-Bissau plantam árvores depois de anos de abate ilegal

| Editoria Ambiente | 06/06/2016

-A / +A

Imprimir

-A / +A

Os militares da Guiné-Bissau, que nos últimos anos participaram no abate ilegal de florestas do país, deverão voltar para o mato, mas desta vez com o objetivo de plantar árvores, de acordo com um novo projeto ambiental.

Nos quartéis, Nelson Dias diz ter ouvido militares assumirem a culpa no processo e exprimirem o desejo de se redimirem
(DR)

«O que se pretende é reconciliar os militares com o seu povo», explicou o representante da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) em Bissau, Nelson Dias.

Aquele responsável percorreu todos os quartéis da Guiné-Bissau entre março e maio e mostrou filmes onde se vê o resultado do corte desenfreado de madeira após o golpe de Estado militar de abril de 2012 – e que só com a eleição de novas autoridades, em 2014, foi possível travar.

«O que se passou foi um crime ambiental e quem ficou com essa responsabilidade foram os militares», disse Dias, mas o representante da UICN considera que «eles foram utilizados». Ou seja: deram cobertura ao abate, mas «quem realmente beneficiou do negócio ilegal de exportação de toros de madeira foi uma meia dúzia de empresários», alguns de países estrangeiros.

Nos quartéis, Nelson Dias diz ter ouvido militares assumirem a culpa no processo e exprimirem o desejo de se redimirem, tanto mais que «muitos deles nem tinham consciência» do crime ambiental que o corte de árvores representava.

Apesar de crise política no país, a dinâmica «está lançada e não vamos parar», garantiu o responsável.Todos os quartéis foram sensibilizados para o projeto, as chefias militares apoiam-no e vai arrancar a instalação de viveiros para que a plantação das árvores possa começar no próximo ano.

A iniciativa tem o apoio do governo, através do ministério da Defesa e do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP), e já foi apresentado a parceiros internacionais.

O único inventário florestal da Guiné-Bissau, publicado em 1985, recomendava um limite de corte de 20 mil metros cúbicos de madeira por ano para um total de dez espécies comerciais. No entanto, só em 2014 a Direção-Geral de Florestas e Fauna (DGFF) certificou a exportação de 91 138 metros cúbicos de uma única espécie, pau-de-sangue, tendo quase toda como destino a China, referiu Constantino Correia, engenheiro florestal e antigo diretor-geral de florestas. «Isto é muito grave», sublinhou.

Constantino Correia apelou à intervenção do Ministério Público para que apure «muitas cumplicidades» das mais altas autoridades para que um punhado de gente ganhasse muito dinheiro em pouco tempo, sem olhar aos danos ambientais a médio e longo prazo.

O relatório da Campanha Florestal e Faunística de outubro de 2013 a junho de 2014 da DGFF concluiu que boa parte do «assalto» à floresta foi feita por «tronqueiros», que não prestaram contas a ninguém e que foram protegidos por elementos fardados ligados a forças militares ou de segurança. O documento não esconde que tudo funcionou com base em «influências ou relações para fazerem pressão ao nível mais alto da governação».

Em abril de 2015, o governo da Guiné-Bissau decretou uma moratória de cinco anos que impede o corte de árvores nas florestas do país.

Redação com Agência

Imprimir

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook
África 21 Online

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade