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São Tomé quer 50% de energias renováveis em 2020

| Editoria Ambiente | 11/08/2016

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São Tomé e Príncipe espera ter em 2020 metade da produção energética oriunda de fontes renováveis, num projeto amplo que inclui a requalificação de barragens hidroelétricas e a aposta em painéis fotovoltaicos.

O país conta com apoios do Banco Mundial e do Banco Europeu de Investimento com 29 milhões de dólares para as renováveis
DR

Em entrevista à agência Lusa, o ministro das Infraestruturas, Recursos Naturais e Meio Ambiente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, explicou que o país conta com apoios do Banco Mundial e do Banco Europeu de Investimento com 29 milhões de dólares para as renováveis.

"Em 2020, prevemos ter uma penetração de energias renováveis na ordem dos 50%", disse o governante, salientando que a calendarização dos investimentos já está definida.

"O primeiro troço e o primeiro investimento vai ser para a central de Contador. Hoje com duas turbinas dá-nos dois megawatts. Com os novos equipamentos e o trabalho de investimento feito, a central vai dar quatro megawatts", num momento em que o país consome 26 megawatts.

Depois, o governo quer reativar a Central Hidroelétrica de Bombaim (mais quatro megawatts) e existem dois memorando de entendimentos, "um deles assinado com um consórcio escocês, para a produção fotovoltaica de quatro megawatts", através do uso de telhados.

Em paralelo, a tutela prevê iniciar a construção de centrais a gás natural, explicou o ministro, admitindo que a situação atual não é boa porque o sistema de abastecimento energético estava muito fragilizado.

"O setor da energia foi onde se investiu mais", porque "havia um défice muito grande em produção", com um "sistema de produção biodiesel", que incluía "alguns geradores com 35 anos, sem manutenção regular".

Nesse sentido, foram investidos cinco milhões de euros em novos geradores e também na "melhoria das redes de média tensão e de baixa tensão", um processo que só agora começa a ter resultados concretos, apesar dos sucessivos 'apagões' que o país ainda sofre.

"Já eletrificamos e melhoramos a rede de baixa tensão em mais de 16 comunidades" e "já substituímos quase toda a rede de média-tensão", explicou, destacando ainda a aposta na ligação do distrito de São João dos Angolares, que "nunca esteve ligado a uma rede pública".

Redação com agência

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