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Política

Soldados senegaleses que lutaram pela França exigem a cidadania francesa

| Editoria Política | 12/11/2016

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Cerca de mil antigos soldados senegaleses do exército francês durante o período colonial – os “cães negros do Império”, como lhes gostava de chamar o ex-presidente Leopold Sedar Senghor - continuam à espera da cidadania francesa. Alguns deles são condecorados e todos os anos participam nas cerimónias de homenagem aos antigos combatentes franceses. Desde 2007, todos eles recebem uma reforma. Contudo, os seus pedidos de naturalização têm sido sistematicamente rejeitados.


A maioria tem hoje por volta de 80 anos de idade ou mais. Mas, com o apoio de Aissata Seck, uma franco-senegalesa que é administradora adjunta da comuna de Bondy, travam aquele que é talvez o seu ultimo combate pela naturalização francesa. Com efeito, Aissata, ela própria filha de um antigo atirador, submeteu às autoridades centrais uma petição coletiva em nome de trinta ex-soldados senegaleses do exército francês que moram na respetiva comuna reclamando o direito à cidadania francesa.

A petição, já assinada por 2.500 pessoas, teve uma grande repercussão. Várias personalidades aderiram à iniciativa, prometendo apoio para que a mesma tenha sucesso, a começar pelo presidente da Assembleia Nacional francesa, Claude Bartolone, que recebeu os ex-soldados no palácio de Bourbon. Os atores Jamel Debouze, personagem do filme “Indígenas”, e Omar Sy, cujo pai é senegalês, o jornalista e cofundador do site Rue89, Arnaud Aubron, o diretor do Instituto Montaigne, Laurent Bigorne, e os deputados Cécile Duflot, Alexis Bachelay e Olivier Véran contam-se igualmente entre as personalidades que já deram o seu apoio ao documento.

Entretanto, em visita ao Senegal, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault, reconheceu o “dever de reconhecimento” das autoridades francesas em relação aos antigos soldados africanos que combateram pela França. Depois de criticar a lentidão em resolver o assunto, apelou à “justiça, simplesmente”.

Segundo a imprensa francesa, o dossiê está na mesa do presidente François Hollande. “Se houver vontade política, o assunto é fácil de resolver”, acredita a administradora adjunta da comuna de Bondy. Para o coronel Ndongo Dieng, um dos ex-militares senegaleses que reclama pela cidadania francesa, “o nosso problema não é a naturalização, mas a reintegração: nós fomos franceses durante mais de 300 anos”.

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