Publicidade

Publicidade

Publicidade

África 21 OnlineÁfrica 21 Online

Registre-se na nossa newsletter e mantenha-se informado.
África 21 no Facebook

África 21 Online

Pesquisa

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook

Edição Impressa

Edição do Mês

Destaques da edição de Novembro de 2017

MIANMAR

Rohingyas, vítimas da História e dos jogos de influência na Ásia

CHINA

A China e o futuro

ANGOLA

Novo Presidente, vida nova?

BRASIL

O país enfrenta 12 meses turbulentos

Rádio

Publicidade

Ambiente

Calendário contra aquecimento global aprovado em Marraquexe

| Editoria Ambiente | 19/11/2016

-A / +A

Imprimir

-A / +A

O calendário das ações a tomar pelos países para travar o aquecimento global foi aprovado pela Cimeira do Clima encerrada sexta-feira, 18, na cidade de Marraquexe, no Marrocos, depois de 11 dias de discussões.

Aspeto da sala onde decorreu a Cimeira de Marraquexe

Aquilo que poderia ter sido uma discussão tranquila e morna, uma vez que visava apenas regulamentar o Acordo de Paris, aprovado em 2015 e que entrou em vigor no princípio deste mês, acabou por se transformar num evento tenso, por causa da eleição do magnata Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. É que o novo presidente americano ameaçou durante a campanha retirar a principal potência mundial do histórico acordo alcançado no ano passado na capital francesa. Por isso, os 200 países presentes em Marraquexe fizeram questão de reafirmar que o compromisso de Paris “é irreversível”.

O Acordo de Paris – que é uma espécie de lei - ainda carece de regulamentação. Por exemplo, será preciso estabelecer mecanismos claros de controlo e contabilidade das emissões mundiais de CO2, bem como um sistema de balanceamento dos esforços globais para a redução dos gases de efeito estufa.

A Cimeira de Marraquexe definiu que todos os países deverão concluir esses regulamentos até 2018. Os mesmos é que determinarão se o Acordo de Paris terá sucesso ou não.

Alguns países, sobretudo grandes produtores de petróleo, eram contrários à definição desse calendário na reunião de Marraquexe. Segundo a imprensa, eles queriam “esperar para ver o que Trump fará”. Acabou por prevalecer a decisão de deixar já claro esse calendário de tarefas.

O acordo de Marraquexe estabeleceu também a continuidade do Fundo de Adaptação, um mecanismo aprovado há 19 anos na cidade japonesa de Kyoto, a fim de canalizar os fundos que os países ricos se comprometeram a entregar aos países subdesenvolvidos, os quais, apesar de não serem os mais poluidores, são os que mais sofrem com as alterações climáticas.

O Acordo de Paris estabeleceu a obrigação de, em 2020, o mundo disponibilizar 100 mil milhões de dólares anuais para financiar as ações contra o aquecimento global. Essa verba deve ser providenciada, principalmente, pelos países desenvolvidos. Segundo a OCDE, já existem compromissos de 70 mil milhões. Metade dessa verba é para financiar a redução da emissão de gases e a outra metade, para atenuar os efeitos do aquecimento global nos principais países que sofrem ou já sofreram os seus efeitos.

A decisão da reunião de Marraquexe para estender o Fundo de Adaptação, criado em Kioto, até depois de 2020, quando o Acordo de Paris começar a ser aplicado, é uma vitória dos países subdesenvolvidos. Esse fundo é considerado mais ágil do que outros fundos de ajuda dos países ricos aos países pobres, pois não tem intermediários.

Imprimir

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook
África 21 Online

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade