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PAIGC recusa novo primeiro ministro da Guiné-Bissau

| Editoria Política | 19/11/2016

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O PAIGC, partido vencedor, com maioria absoluta, das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, em 2014, rejeitou a nomeação de Umaro Sissoco Embalo, general na reserva de 44 anos, para o cargo de primeiro ministro do país pelo presidente da República, José Mário Vaz, prolongando assim a crise política que mantém o país paralisado há dois anos, por desentendimentos entre o maior partido nacional e o chefe de Estado.

Amaro Sissoco Embalo

Embalo foi nomeado na sequência de um acordo entre todas as partes alcançado no passado mês de outubro na cidade de Conacri, sob mediação da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Ocidental (CEDEAO). No entanto, o PAIG alega que, segundo o referido acordo, o nome do primeiro ministro deve ser consensual. Ora, diz o partido, da lista de três nomes submetida pelo presidente aos subscritores do acordo, Umaro Sissoco Embalo é precisamente o único que não é aprovado pelo PAIGC.

O partido mais votado nas últimas eleições não tem dúvidas: a atitude de Mário Vaz significa que a Guiné-Bissau está a caminho de uma ditadura. Em carta à CEDEAO, refere a organização: - ”O PAIGC convida a CEDEAO e toda a comunidade internacional a continuarem a acompanhar o povo guineense nesta luta pela defesa das conquistas democráticas e da liberdade, opondo-se frontalmente aos sinais evidentes de implantação da ditadura na Guiné-Bissau”.

 

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