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Eleições apertadas no Gana

| Editoria Política | 06/12/2016

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Os dois principais candidatos, o presidente cessante, John Dramani Mahama, e o líder histórico da oposição, Nana Akufo-Addo, estão praticamente empatados nas intenções de votos dos eleitores ganenses, que vão às urnas esta quarta-feira, 7 de dezembro.


Mahama, 52 anos, candidato do Congresso Nacional Democrático (NDC), disputa o seu segundo mandato. Ele chegou ao poder interinamente em 2012, quando o seu antecessor, John Atta Mills, morreu de doença súbita, e, nesse mesmo ano, foi eleito pela primeira vez. Por sua vez, Akufo-Addo, líder do NPP, concorre pela segunda vez, depois da sua derrota por menos de 1% em 2012. Na altura, ele contestou o resultado, mas o Tribunal Supremo não lhe deu razão.

No Gana, a alternância política tem corrido bem até agora, mas, em contrapartida, a violência entre os partidários dos diferentes partidos tem aumentado desde as anteriores eleições. Por isso, as autoridades policiais temem que, desta vez, possa haver distúrbios “de proporções perigosas” depois das eleições.

A tensão é tal que os sete candidatos comprometeram-se perante o presidente do Tribunal Supremo do Gana, Georgina Wood, a respeitarem o resultado da votação popular e a absterem-se de toda a violência. O presidente em exercício afirmou na altura: - “A nossa democracia é demasiado importante para ser dilapidada por uma luta desenfreada para alcançar ou manter o poder”.

Antiga colónia britânica, o Gana, além da relativa estabilidade política, distingue-se igualmente dos seus vizinhos pela sua independência monetária. Mas, presentemente, a sua moeda – o cedi – está a sofrer os efeitos da inflação de dois dígitos registada no país. Entretanto, o crescimento económico continua positivo, apesar de ter diminuido durante os quatro anos de mandato do presidente Mahama. Ao mesmo tempo, os preços dos combustíveis e dos géneros alimentares não param de crescer.

A situação penaliza os investimentos. Em consequência disso, os bancos ganenses endureceram as condições de crédito, elevando os juros para 33%. O país sofre também os efeitos da baixa dos preços dos seus principais produtos de exportação: petróleo, ouro e cacau. Tais dificuldades forçaram o Gana a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2015, tendo recebido 918 milhões de dólares, em troca de “reformas estruturais”.

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