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Como incluir financeiramente os pobres?

| Editoria Economia | 06/12/2016

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Novos serviços eletrónicos de pagamentos para pequenos depositantes estão a surgir em várias partes do mundo, estimulados pelo facto de os serviços financeiros tradicionais não estarem desenhados para as pessoas mais pobres.


No Quénia, por exemplo, o M-Pesa, em menos de 10 anos, alcançou 17 milhões de usuários, que movimentaram mais de 50 mil milhões de dólares. Só para comparar, o PayPal precisou de duas capitalizações em bolsa e de quase duas décadas operando na maior economia do mundo para chegar aos 188 milhões de clientes e aos 282 mil milhões de dólares de pagamentos anuais.

De igual modo, o bKash domina hoje o sistema de pagamentos no Bangladesh, enquanto outros modelos, como Microensure e Bima, oferecem serviços de micro-seguros em países emergentes. Na Índia, o governo criou um programa, o Jan Dhan Yojana, para incentivar a abertura de contas pelos pobres, que permitiu, em apenas dois anos, criar 250 milhões de novas contas bancárias no país.

Para Anshul Krishan, professor em Harvard, esses novos produtos de fintech (tecnologia financeira) devem ir mais além do simples acesso aos serviços financeiros por parte das pessoas com menos rendimentos. O problema, segundo ele, é que, para serem rentáveis, os mesmos têm de oferecer um alto volume de serviços de baixo valor, o que implica que muitas vezes têm de depender de associações que nem sempre têm capacidade de responder às demandas.

Por exemplo, certos novos serviços, como o Microensure e o Bima, oferecem soluções de micro-seguro a milhões de pessoas, mas dependem das grandes seguradoras, cujo interesse ou capacidade para se implantarem em países de baixos ingressos não é pacífico.

O M-Pesa, por exemplo, associou-se há quato anos ao Banco Comercial de África para passar a oferecer empréstimos de curta duração, através de uma ferramenta designada M-Shwari. Desde então, abriu mais contas de empréstimo do que qualquer outro banco queniano, mas, assim mesmo, o serviço está longe de ser a parte central do negócio quer do M-Pesa quer do banco.

Krishan defende a necessidade de desenvolver plenamente o potencial dos novos serviços de fintech. Segundo ele, por exemplo, os juros pagos pelas transações do M-Pesa são pagos pela Fundação M-Pesa, mas, com um sistema construído cuidadosamente, esse dinheiro poderia ter um uso produtivo maior. Por sua vez, o programa Jan Dhan Yojana, criado pelo governo da Índia, mobilizou até agora cerca de 6 mil milhões de dólares de clientes recentes, os quais poderiam ser utilizados para oferecer produtos personalizados adicionais.

A companhia de comércio eletrónico chinesa Alibaba está a fazer algo semelhante. Com efeito, a mesma soube potenciar rapidamente a sua plataforma de pagamentos, a Alipay, começando a reinvestir no seu próprio fundo de investimentos, o Yué Bao, os micro-depósitos improdutivos que recebia.

Em dois anos, de 2013 a 2015, o fundo Yué Bao supervisionava 165 mil milhões de dólares em ativos, tendo convertido milhões de aforradores, pequenos e pouco sofisticados, em investidores que recebem hoje retornos respeitáveis.

 Redação, com El Pais

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