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Le Monde: África vítima de espionagem massiva pelos EUA e Grã-Bretanha

| Editoria Especiais | 08/12/2016

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O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e o seu colega da RDC, Joseph Kabila, estão entre os líderes africanos espionados massivamente pelos serviços secretos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, segundo revelações do jornal francês Le Monde, com base em documentos fornecidos pelo ex-consultor da NSA, Edward Snowden ao portal informativo The Intercept.

Palácio Presidencial em Luanda, alvo de espionagem americano-britânica

África, diz o jornal, é um dos principais alvos da espionagem norte-americana e britânica. Uma vintena de países do continente, entre os quais Angola, RDC e outros, constituem alvos particulares dos serviços secretos desses países. O jornal diz que o próprio Palácio Presidencial, em Luanda, era (e possivelmente continua a ser) visado.

O vasto sistema de recolha de informações dos referidos serviços está longe de limitar-se aos grupos terroristas armados. As elites políticas, militares e económicas africanas são os principais visados, sendo os seus telefonemas e emails controlados sistematicamente.

O mesmo sucede com as representações diplomáticas africanas no estrangeiro, assim como algumas embaixadas estrangeiras em África, como as francesas, supostamente devido à concorrência pelo controlo da região.

Os serviços de “inteligência” americanos e britânicos consagram grande parte dos seus recursos à espionagem económica e diplomática. Na RDC, por exemplo, os espiões britânicos demonstram um interesse especial pelos recursos minerais do país.

A gigantesca rede de vigilância eletrónica montada pelos EUA e pela Grã-Bretanha no continente africano apoia-se em importantes meios de controle de comunicações por satélite. Era suposto, comentou o Le Monde, que os serviços secretos utilizassem sobretudo cabos submarinos para o efeito, mas o jornal constatou que, pelo menos em África, os fluxos comunicacionais por satélite continuam a ser a primeira escolha.

A fim de proteger, melhorar e manter o seu sistema de recolha de dados, os espiões americanos e britânicos visam particularmente os técnicos que trabalham nas operadoras, a começar pelos especialistas em roaming. Um dos documentos com base nos quais o Le Monde elaborou o seu dossiê, por exemplo, revela o detalhe com que os serviços secretos britânicos controlam os empregados e os engenheiros das operadoras telefónicas africanas, antes de introduzir-se nas suas redes.

Entretanto, essa recolha não se limita aos técnicos especializados. Os serviços secretos dos EUA e da Grã-Bretanha visam muitas vezes as empresas que alojam websites, como aconteceu com a companhia PDG d´ OVU, a maior companhia desse tipo na Europa.

“Não comentamos assuntos ligados aos serviços de recolha de informações”, disse ao jornal francês o porta-voz dos serviços secretos britânicos. Por seu turno, a NSA declarou ao Le Monde que as suas atividades “estão em total conformidade com o quadro jurídico e politico em vigor”.

 Redação, com Le Monde

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