Publicidade

Publicidade

Publicidade

África 21 OnlineÁfrica 21 Online

Registre-se na nossa newsletter e mantenha-se informado.
África 21 no Facebook

África 21 Online

Pesquisa

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook

Edição Impressa

Edição do Mês

Destaques da edição de Dezembro de 2016

ESTADOS UNIDOS

“Surprise”! E o vencedor foi... Donald Trump!

ANGOLA

“O problema que estamos com ele”

MUNDO

Uma luta “irreversível”

MOÇAMBIQUE

Recuperar a confiança, precisa-se

Rádio

Publicidade

Política

Fim de semana sangrento em África e no Médio Oriente

| Editoria Política | 11/12/2016

-A / +A

Imprimir

-A / +A

Nos últimos dias, o terrorismo islâmico, de um modo geral, está a recuar de posições importantes, como Sirtre, na Líbia, Alepo, na Síria, e Mossul, no Iraque, onde prosseguem os combates, sem fim à vista. Mas, ao mesmo tempo, continua a recorrer aos atentados em vários países africanos e do Médio Oriente. De sexta-feira, 9, a domingo, 11, várias organizações terroristas, a maioria ligada à Al Qaeda, levou a cabo uma série de ataques sangrentos em várias cidades nessas duas regiões.


 Sexta-feira, 9 de dezembro

 Seis polícias foram mortos e três ficaram feridos na sequência da explosão de uma bomba perto de um ponto de controlo da polícia. O ataque, ocorrido à hora da oração muçulmana das sextas-feiras, quando as ruas estão desertas, não foi reinvidicado até ao momento.

Depois da destituição, pelas forças armadas, do presidente Mohamed Morsi, da Irmandade Islâmica, em 2013, e da repressão desencadeada contra os militantes da referida organização, o Egipto tem sido palco de numerosos ataques contra as forças militares e policiais do país.

Enquanto isso, na Nigéria, pelo menos 45 pessoas foram mortas por duas mulheres-bombistas no mercado de Madagali, um local muito frequentado na cidade com o mesmo nome, no estado de Adamawa. Outras 33 pessoas ficaram feridas.

“As duas kamikazes faziam-se passar por clientes, quando detonaram os seus cinturões explosivos”, relatou o representante do município, Yusuf Muhammad.

O ataque não foi reivindicado, mas o procedimento utilizado é o mesmo que tem sido usado pelo Boko Haram, um grupo salafita que tem espalhado o terror na região desde 2009. Só na Nigéria, causou desde então 20 mil mortos e forçou o deslocamento de 2,6 milhões de pessoas para áreas mais seguras.

 Sábado, 10 de dezembro

 Um total de 30 polícias, sete civis e uma pessoa cuja identidade ainda não foi determinada foram mortos em dois ataques suicidas que ocorreram sábado, 10, na capital da Turquia, Instambul, perto do estádio de futebol do clube Besiktas.

O número de feridos é de 155, dos quais 136 pessoas estão hospitalizadas. Destas últimas, 14 estão nos cuidados intensivos e cinco tiveram de ser operadas.

O ministro do Interior turco, Süleyman Soylu, revelou que os primeiros elementos recolhidos apontam para que a responsabilidade do ataque seja do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Este domingo, 11, a Turquia declarou hoje dia de luto nacional depois do duplo atentado em Istambul no sábado à noite. O primeiro-ministro, Binali Yildirim, ordenou também que as bandeiras permaneçam a meia haste.

Segundo o ministro, treze pessoas foram detidas por suspeita de ligação a estes ataques. Os atentados não foram ainda reivindicados.

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, defendeu que "o nome ou o método da organização terrorista que perpetrou o ataque" não interessa. "Ninguém deve duvidar de que vamos derrotar o terrorismo, os grupos terroristas, os terroristas e, claro, as forças por trás deles, com a ajuda de Deus", afirmou.

 Domingo, 11 de dezembro

 Uma explosão na principal catedral copta no Cairo matou pelo menos 22 pessoas, de acordo com a televisão estatal egípcia. A explosão, que ocorreu pelas 10:00 locais (09:00 em Luanda), perto da Catedral de São Marcos - sede da Igreja Ortodoxa Copta – e que ainda não foi reivindicada, terá causado igualmente mais de 10 feridos. Os cristãos coptas constituem cerca de 10% da população do Egito e têm enfrentado, historicamente, várias perseguições e atos de discriminação.

Por outro lado, duas crianças, entre os 7 e os 8 anos de idade, fizeram-se explodir na manhã deste domingo, 11, num frequentado mercado da cidade de Maiduguri, no nordeste da Nigéria, causando ferimentos em 17 pessoas. O duplo atentado foi idêntico ao ocorrido no sábado, 9, em Madagali.

« Elas desceram de um candongueiro e passaram por mim sem demonstrar qualquer emoção. Tentei falar com uma delas em haoussa e inglês, mas não me respondeu. Pensei que estavam à procura da mãe. Ela dirigiu-se para a área dos vendedores de aves e acionou o cinturão com os explosivos”, relatou à France Press Abdulkarim Jabo, membro das milícias de autodefesa, criadas para ajudar o exército a combater o Boko Haram.

A segunda explosão ocorreu quando os vendedores do mercado socorriam as vítimas da primeira. Bello Dambata, dos serviços de urgência locais, precisou que foram evacuadas 17 pessoas com diferentes tipos de ferimentos. Os corpos duas duas “kamikazes”, totalmente desfeitos, também foram evacuados.

Na Somália, pelo menos 20 pessoas morreram na sequência da explosão de um carro-boma no parque de estacionamento do porto de Mogadiscio, capital da Somália. A milícia islamista Al Shabab asumiu a autoria do ataque, dizendo ter morto 30 polícias.

No momento do ataque, havia pequenos comerciantes de rua no local da explosão, segundo explicou Ibrahim Mohamed, comandante das forças de segurança somali.

O número de vítimas pode aumentar ainda mais, pois centenas de pessoas estão neste momento hospitalizadas, algumas delas em estado crítico.

Este ataque é o segundo realizado com um carro-bomba e que é assumido pela milícia islamita este fim de semana, depois do que ocorreu no sábado, 10, perto de um controlo de segurança à entrada de Mogadiscio. A Al-Shabab, vinculada à Al Qaeda, controla parte do território somali e executa regularmente atentados contra civis, policías, representantes do governo e militares.

A Somália vive em estado de guerra e numa situação de caos permanente desde 1991, quando o presidente Mohamed Siad Barre foi destituído.

Imprimir

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook
África 21 Online

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade