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Domingo, 18: dia de eleições legislativas na Costa do Marfim

| Editoria Política | 17/12/2016

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Dois meses depois da aprovação da nova constituição, cerca de 6,3 milhões de costamarfinenses são esperados nas urnas este domingo, 18 de dezembro, para elegerem os 255 deputados da Assembleia Nacional do país.


Os observadores consideram as eleições altamente complexas, devido às divisões internas que afectam neste momento as principais formações políticas costa-marfinenses. Não escapa sequer a favorita União dos Houphouetistas para o Desenvolvimento e Paz (RHDP, sigla em francês), no poder desde 2011, em coligação com a União para a Costa do Marfim (UPCI) e a União para a democracia e a paz na Costa do Marfim (UDPCI), dois partidos minoritários locais.

Com efeito, não só a RHDP sofreu várias dissensões por parte de deputados que não voltaram a ser escolhidos como candidatos à reeleição, como os seus aliados da UPCI e da UDPCI abandonaram a coligação, em virtude da exoneração dos seus dirigentes depois de se terem queixado da sua falta de protagonismo no governo.

Fricções semelhantes abalam também os principais partidos da oposição, nomeadamente o Partido democrático da Costa do Marfim (PDCI), fundado pelo “pai” da independência, Félix Houphouët-Boigny, e a União dos Republicanos (RDR, em francês) do atual presidente, Alassane Ouattara.

Como resultado de todas estas divisões dentro da maioria dos partidos, um número considerável de candidatos independentes vai concorrer às eleições, complicando as contas das diferentes formações políticas. Serão exatamente 740, ou seja, mais de metade dos candidatos. De notar que apenas 12% do total de candidatos é do sexo feminino.

Enquanto isso, a Frente Popular Costa-Marfinense (FPI, em fracês), fundada pelo ex-presidente Laurent Gbagbo, que boicotou as legislativas anteriores, apresenta-se desta feita com 187 candidatos, manifestando-se otimista em relação às suas possibilidades. Contudo, o partido também continua dividido, dois anos depois que o seu presidente, o ex-primeiro ministro Pascal Affi NGuessan, foi contestado por uma larga franja da organização, que rejeita qualquer participação nas instituições do país enquanto Laurent Gbagbo, acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), não for libertado. Sem uma parte do seu eleitorado, será difícil à FPI voltar ao primeiro plano da política nacional.

Quanto ao presidente cessante da Assembleia Nacional, Guillaume Soro, apesar de doente e com menos peso politico, espera ser reeleito deputado e, assim, manter as chances de ser reconduzido como líder do parlamento. De todo o modo, se o for, o seu cargo será menos estratégico: de acordo com a nova constituição da Costa do Marfim, o sucessor do presidente é o vice-presidente da República, a nomear depois das legislativas.

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