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Apenas dois estados africanos apoiam Taiwan

| Editoria Política | 05/01/2017

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Depois de São Tomé e Príncipe – cuja 1ª Dama, a mulher do presidente Evaristo de Carvalho, é, por ironia, de origem taiwanesa -  se ter voltado para Pequim no passado mês de dezembro, apenas dois países africanos continuam a reconhecer a República da China (Taiwan): o Burkina Faso e a Swazilândia.

Imagem parcial de Taipé, capital de Taiwan

 

A presidente Tsai Ing-wen ordenou imediatamente ao ministério dos Negócios Estrangeiros a revisão de todos os programas de assistência a São Tomé e Príncipe. “Ainda nos restam 21 aliados. Temos de tratá-los bem”, disse ela.

Nos últimos dias, as autoridades de Taiwan têm realizado uma série de reuniões de crise, para tentar encontrar formas de salvar a posição do país no continente africano.

Antes de São Tomé e Príncipe, o último estado africano a mudar de campo tinha sido a Gâmbia, que rompeu com Taiwan em 2013, mas que apenas foi reconhecida pela República Popular de China em março de 2015.

Em 1995, havia 13 países africanos que mantinham relações com Taiwan. Mas o crescente peso da economia da República Popular da China não só no mundo, mas também em África, fez a balança pender rapidamente para o lado de Pequim.

O governo da presidente Tsai Ing-wen acusou as autoridades santomenses de se terem rendido à “diplomacia do cheque bancário”, o que foi energicamente desmentido, quer por São Tomé quer por Pequim. 

O facto é que Pequim – que mantinha um escritório de representação em São Tomé desde 2013 – já prometeu conceder uma ajuda financeira imediata ao pequeno arquipélago africano localizado no Golfo da Guiné e cujo principal produto de exportação é presentemente o cacau, mas que tem perspetivas aliciantes no domínio do petróleo e gás. Está também planificado um investimento de 400 milhões de dólares parte da República Popular da China para a construção de um porto de águas profundas em São Tomé e Príncipe.

No Burkina Faso, um dos raros dois países do continente africano que apoiam Taiwan, a República Popular de China está também a investir cada vez mais, sobretudo no setor mineiro, o que pode fazer a balança inclinar-se decisivamente para o lado de Pequim.

«A eleição de Trump – que já sinalizou poder alterar a atual política americana em relação à questão chinesa -  obriga Pequim a agir com rapidez e firmeza”, explicou o professor Zhong Houtao, expert chinês em assuntos taiwaneses.

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