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Negros tunisinos defendem aprovação de lei contra o racismo antes de 14 de janeiro

| Editoria Política | 08/01/2017

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A comunidade negra da Tunísia, na sua maioria descendente dos antigos escravos, está a pressionar as autoridades para aprovarem antes de 14 de janeiro, data do sexto aniversário da “primavera árabe”, uma lei contra o racismo no país. Trata-se de uma velha reivindicação, que ganhou novo fôlego no fim do passado mês de dezembro, depois que um homem tentou degolar uma estudante congolesa e apunhalou mais duas pessoas da mesma nacionalidade, uma das quais entrou em coma.


O ataque, último de uma longa lista, suscitou a indignação e a mobilização da comunidade negra na Tunísia, composta pelos 15% de descendentes de escravos, aos quais se somam os mais de 6.000 alunos originários dos países subsarianos que estudam no país. No dia seguinte à ocorrência do mesmo, centenas de pessoas juntaram-se para exigir a aprovação da referida lei. O governo comprometeu-se a aprova-la em caráter de urgência.

A Tunísia foi o primeiro país árabe e muçulmano a abolir a escravatura, em 1846, antes dos Estados Unidos, mas, apesar disso, a população negra do país continua, seis anos depois da Revolução Tunisina, também conhecida como a primeira “primavera árabe”, a ser vítima de várias manifestações discriminatórias.

Com efeito, 160 anos depois da abolição da escravatura, a mentalidade da maior parte da sociedade tunisina teima em não evoluir em matéria de relações raciais. Os negros continuam a ser chamados, por exemplo, wasif (“servente”). Outra expressão depreciativa para apelidá-los é gira-gira (“macaco”). Além disso, são igualmente vítimas, com frequência, de agressões físicas.  

“Sempre que saímos à rua, temos medo de ser agredidos. Por isso, apenas saímos em grupo”, contou Armaud Demo, estudante oriundo dos Camarões, ao jornal El País. “O racismo é negado pela sociedade tunisina, mas parece institucionalizado, pois a polícia não nos protege”, acrescentou.

Os movimentos anti-racistas esperam pela aprovação da lei contra a discriminação racial antes do dia 14 de janeiro, data do sexto aniversário da “primavera árabe” na Tunísia. “Isso seria altamente simbólico”, defendem, antes de sublinharem que “as apirações de liberdade trazidas pela Revolução não poderão cumprir-se se não abarcarem a comunidade negra”.

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