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História pré-colonial da Tunísia revelada em exposição milionária

| Editoria Cultura | 10/01/2017

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Oitocentos mil euros foi quanto custou a exposição “O nascimento de uma nação, a arte na aurora de uma Tunísia moderna (1837-1881)”, que termina no próximo dia 27 de fevereiro no palácio Ksar es-Saïd, em Túnis.


A exposição, inaugurada a 27 de novembro do ano passado, destaca a ação reformadora que a dinastia dos beys levou a cabo na Tunísia ao longo do século XIX, portanto, antes dos franceses e antes de Bourghiba, o “pai da independência”. Apesar da presença de alguns belos objetos artísticos, nomeadamente uma sala de peças de cerâmica do Sul da Tunísia, o objetivo central de exposição é oferecer mais uma lição de história do que de arte.

A descrição começa com Ahmed Bey, o primeiro reformador, que era monogâmico e que aboliu a escravatura em 1846. Visitante habitual de Paris e influenciado pelo seu tio e ministro dos negócios estrangeiros, Giuseppe Raffo, ele libertou-se da tutela otomana e aproximou-se dos europeus. Em 1857, estendeu aos israelitas a liberdade de culto, inicialmente concedida aos cristãos. Dois anos depois, instituiu a monarquia constitucional, cujo pacto fundamental, além da liberdade de culto, favorecia também o livre comércio.

Essses progressos sociais desestabilizaram a estrutura sócio-económica tradicional e provocaram o levantamento dos chefes tribais entre 1864 à 1867, tendo a insurreição sido severamente reprimida pelo poder central. « Os revoltosos queriam o regresso ao antigo regime, à soberania absoluta dos beys, como hoje alguns defendem o retorno à era de Ben Ali”, resumiu Ridha Moumni, comissário da exposição. Acrescentou ele:-“ Hoje diz-se aos tunisinos que têm de escolher entre a modernidade e a tradição. O que se mostra nesta exposição é que a mesma escolha foi proposta há 170 anos e que a Tunísia optou pela modernidade e o universalismo”.

É a primeira vez que a história pré-colonial tunisina, ocultada após a independência, é explorada publicamente. É a primeira vez, igualmente, que o Estado confia um acervo e um edifício a uma entida privada – a Fundação Rambourg – para organizar uma exposição do género. Enfim, é ainda a primeira vez que uma iniciativa deste tipo conta com um orçamento tão generoso como a exposição “O nascimento de uma nação”.

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