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No Sahel, fulas aliam-se aos jiadistas

| Editoria Especiais | 11/01/2017

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Uma série de ataques terroristas ocorridos nos últimos meses em alguns países do Sahel, inicialmente atribuídos aos jiadistas, podem ser da autoria de grupos fulas na região. Os fulas, também conhecidos como peuls, fulanis, pulaars ou fulbés, são povos tradicionalmente nómadas e comerciantes, de maioria muçulmana, que se estendem desde o Senegal até aos Camarões e ao Sudão. Em muitos desses países, são vítimas de atos discriminatórios, por serem minorias e também pelo seu estilo de vida.

Fonte: Jeune Afrique

Com efeito, nos últimos meses, tem havido um aumento significativo de incidentes na província de Soum, no nordeste do Burkina Faso, por exemplo, cuja responsabilidade tem sido apontada aos grupos jiadistas que atuam na zona: assassinatos de imãs contrários ao radicalismo islâmico, incursões a aldeias e ataques a posições do exército.

No dia 16 de dezembro do ano passado, o exército burkinabe sofreu o seu maior revés até à data, quando 12 soldados de uma unidade antiterrorista foram mortos durante um ataque em Nassoumbou. As tropas faziam parte de um batalhão deslocado em 2013 para lutar contra os jiadistas na fronteira entre o Mali e Níger, no âmbito da Operação Barkhane, montada pela França, com o apoio do Canadá. A referida operação, que conta com 3.000 soldados, estende-se pela Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Tchade.

O último incidente verificado na região teve lugar na noite de 31 de dezembro em Dijbo, a capital de Soum, onde duas pessoas, entre elas um imã, foram assassinadas.

As suspeitas iniciais sobre a autoria desses ataques recaíram sobre o grupo “Estado Islâmico do Grande Sahara” (ISGS, em inglês), liderado por Adnane Abu Walid al-Sahrawi e que opera habitualmente na zona do Sahel. De recordar que, no fim de outubro de 2016, a agência de notícias do Estado Islâmico anunciou o juramento de fidelidade por parte do referido grupo.

Recentemente, contudo, um outro grupo, Ansaruol Islam, próximo do Ansar Dine, este último associado à Al Qaeda e não ao Estado Islâmico, reivindicou, em comunicado, o ataque de Nassoumbou. O documento era assinado por Malam Ibrahim Dicko, um pregador burkinabe pertencente à etnia fula, famoso em Dijbo e nos arredores como defensor do Islã radical. Ele intitula-se guia do Ansaruol Islam. A maioria dos seus seguidores pertence à mesma etnia.

No fim de 2013, Dicko foi preso pelas tropas francesas no norte do Mali, quando tentava juntar-se aos grupos jiadistas expulsos daquele país. Depois de dois anos na cadeia, foi libertado e, com mais 10 homens, criou o Ansaroul Islam, que, segundo tudo indica, é uma espécie de franquia do Ansar Dine no Burkina Faso. Contando com pouco mais de 200 homens, o Ansaroul Islam está refugiado na floresta de Dijibo, numa zona de difícil acesso na fronteira entre o Burkina Faso e o Mali. Receia-se que, em breve, comece também a operar no Mali.

O Ansaroul Islam, tal como o Ansar Dine, reivindica o antigo imério fula de Macina, fundado no início do século XIX por Cheikou Amadou. A atual província de Soum, no Burkina Faso, era uma das fronteiras desse grande reino.

Além do Ansaour Islam e do Ansar Dine, uma outra organização foi recentemente constituída num outro país da região por grupos de etnia fula. Trata-se do 3R, criado no norte da República Centro-Africana, alegadamente para defender os fulas da região dos ataques dos anti-balakas.

Desde o último ano, parece haver um novo motivo de alarme na região: a adesão dos fulas aos grupos jiadistas que atuam no Sahel.

Redação, com El Pais

 

 

 

 

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