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Maior ensaio de vacina contra o Sida começa na África do Sul

| Editoria Ciência | 14/01/2017

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O maior e mais avançado ensaio de uma vacina contra o HIV-Sida foi apresentado na semana passada na África do Sul. Designado HVTN 702, começou a mobilizar os primeiros participantes em outubro de 2016. O HVTN 702 terá a duração de 20 meses, durante os quais metade dos participantes no ensaio, residentes em 15 localidades sul-africanas, receberá uma vacina efetiva, enquanto a outra metade receberá um placebo.


A vacina, ainda experimental, é uma variação da única vacina contra o HIV que até agora mostrou resultados positivos, embora modestos: uma vacina criada na Tailândia em 2009, cuja eficácia, no início, era de 60%, mas cuja proteção baixava rapidamente para cerca de 30%, o que atestava a sua debilidade e inviabilizava a sua comercialização.

Os investigadores sul-africanos esperam ter aprendido a lição do ensaio tailandês e desenharam a HVTN 702 não apenas para lutar contra as cepas de HIV encontradas na África do Sul, mas também para tentar conseguir algo mais potente. Assim, foi adicionado à vacina sul-africana, como novo coadjuvante, um ingrediente utilizado para estimular respostas do sistema imunitário que lhe dará um vigor acrescentado. A mesma contém proteinas artificiais, criadas para se “parecerem” com o HIV, embora, de facto, nao sejam “doentes”. Os cientistas esperam que essas “impostoras” ludibriem o organismo dos voluntários que participam no ensaio, para que eles produzam anticorpos.

De recorder que a vacina contra a pólio funciona de um modo semelhante. O objetivo de ambas é enganar o corpo, fazendo-o lutar contra uma infeção inexistente, para que, se mais tarde a pessoa contrarir o virus, o corpo esteja preparado para lutar contra ele.

Depois de 20 meses, os investigadores vão comparar as taxas de HIV entre os dois grupos, o que foi vacinado e o que recebeu o placebo, para apurar se a vacina experimental funcionou ou não. Segue-se um período de 18 meses, para ver se a possível proteção se mantém ao longo do tempo.

Se a vacina sul-africana revelar pelo menos uma eficácia de 70%, os especialistas estimam que, nos primeiros dez anos após a sua introdução no mercado, poderia reduzir as infeções nos países de renda baixa e média, a começar por África, em cerca de 50%.

Glenda Gray, investigadora principal e presidente do Conselho de Investigação Médica da África do Su, afirmou que, caso a vacina seja eficaz em adultos, serão realizados testes de menor tamanho e duração, para determinar se também poderá funcionar com outros grupos, como os adolescentes.

“Uma ideia seria administrar a vacina contra o HIV-Sida juntamente com a vacina contra o papilomavirus humano (VPH), no quadro da vacinação escolar. O nosso programa está bem desenvolvido e já inclui a vacina contra o VPH”, disse Gray. Depois de advertir que os fabicantes da vacina experimental sul-africana, GlaxoSmithKline e Sanofi, teriam de ser capazes de produzir milhões de doses, acrescentou: - “Primeiro precisamos de uma vacina que funcione”.

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