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Política

Novo presidente da Somália tem passaporte dos EUA: Trump deixa-lo-á entrar?

| Editoria Política | 11/02/2017

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O antigo primeiro ministro da Somália entre 2010 e 2011, Mohamed Abdullahi Farmajo, de 54 anos, foi eleito na última quarta-feira, 8, novo presidente do país, suplantando o presidente cessante, Hassan Sheik Mohamud, considerado favorito. Este último já o felicitou.


Como determina a constituição somali, a eleição foi indireta. A novidade foi que, por razões de segurança, a mesma decorreu num hangar protegido no aeroporto de Mogadíscio. Participaram no ato 329 deputados.

O novo presidente, que tem dupla nacionalidade somali-estadudinense, apresenta-se como um lutador contra a corrupção, alegando igualmente possuir o perfil politico e a experiência necessária para criar as bases de uma nova Somália. Contudo, herda um país destroçado por 25 anos de violência e pela ameaça de um novo período de fome.

O grupo terrorista Al Shabab é um dos seus maiores desafios. O mesmo lançou numa espiral de mortes praticamente semanais não apenas a Somália, mas também o vizinho Quénia.

Outro desafio é a nova política externa dos EUA. Apesar de estes últimos serem um dos principais doadores da Somália, o novo presidente do país, Donald Trump, incluiu os somalis na lista de sete países cujos cidadãos serão proibidos de entrar nos EUA. O veto foi suspenso pelo tribunal de apelação norte-americano, mas a batalha judicial sobre esse assunto está longe de ter terminado.  Trump já ameaçou também reduzir a ajuda económica à Somália.

Entretanto, as elites do país têm esperança de que a eleição de Mohamed Abdullahi Farmajo, que, além de possuir (também) passaporte norte-americano, trabalhou muitos anos nos EUA, possa contribuir para reverter a decisão do presidente americano. Durante a era Obama, os Estados Unidos dobraram a sua presença militar na Somália e concederam uma importante e regular ajuda económica ao referido país africano.

Apesar das denúncias de fraude, as eleições somalis foram das disputas mais participadas e representativas da história recente do país. Pela primeira vez, por exemplo, as mulheres ocupam 30% do parlamento.

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