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No Egipto, poucos querem ser ministros

| Editoria Política | 15/02/2017

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O presidente egípcio, Abdelfatá al Sisi, está com dificuldades em proceder à anunciada remodelação governamental no país, por causa da resposta negativa de muitos convidados a integrar o seu gabinete.

Aspeto da cidade do Cairo

Seis anos depois da queda de Hosni Mubarak, a população, asfixiada pela inflação e pela austeridade económica, amordaçada pela polícia e anestesiada pela imprensa oficial, encara com indiferença essa remodelação adiada. Ninguém espera que o novo governo, quando for constituído, possa alterar essa situação.

Segundo o primeiro ministro, Sherif Ismail, o atraso no anúncio do novo gabinete deve-se às respostas negativas de vários convidados, por causa das críticas condições económicas do país. Mas, para o analista Issandr el Amrani, a verdadeira razão é outra: “Com al Sisi, muitas, senão todas as decisões são tomadas na presidência. Uma espécie de governo sombra dirigido por oficiais da segurança ocupa-se dos verdadeiros dossiês. Os ministros têm pouca margem de manobra para implementar a sua própria visão e também não descortinam nenhum plano coerente elaborado de cima”, escereveu ele no seu blogue.

A anunciada remodelação governamental será a sexta desde que, em 2013, al Sisi derrubou Mohamed Morsi, o líder dos Irmãos Muçulmanos, eleito presidente nas primeiras eleições democráticas após a queda de Mubarak. A constante troca de ministros, normalmente de perfil politico baixo, é uma das estratégias recorrentes de al Sisi para atenuar o mal estar popular.

O atual líder egípcio viu-se obrigado a desvalorizar a moeda nacional em mais de 50%, perante a redução da assistência financeira que o país recebia dos estados do Golfo Pérsico, o que causou uma subida brutal da inflação. Isso originou uma série de protestos laborais em diversos setores, como os transportes públicos ou as indústrias químicas, todos eles reprimidos através da violência.

A situação politica parece pior do que no tempo de Hosni Mubarak. Com efeito, no Egipto atual, não há margem para negociações. “Os diferentes lobbies (grandes empresas, sociedade civil, partidos politicos, etc.) que influenciavam a política durante a governação de Mubarak, agora não podem faze-lo”, explica Amrani.

Al Sisi não apenas mandou prender os seus principais opositores e encerrar dezenas de meios de comunicação críticos; também colocou sob vigilância as organizações de direitos humanos que atuam no país. No início deste mês, por exemplo, a polícia encerrou o escritório do Centro Nadeem, uma organização que desde 1993 prestava assistência legal e sanitaria às vítimas da tortura.

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