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“Colonização é crime contra a humanidade”, diz Emmanuel Macron

| Editoria Política | 16/02/2017

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 “Crime contra a humanidade”. Foi assim que o ex-ministro da Economia e candidato socialista independente às eleições em França, no próximo mês de abril, Emmanuel Macron, classificou a colonização europeia. Por isso, está sob cerrado ataque por parte da direita local.

Emmanuel Macron

 Em visita à Argélia, antiga colónia francesa em África, Macron qualificou a colonização de “crime contra a humanidade” e de “autêntica barbárie”, numa entrevista ao canal de TV Echorouk News difundida na última terça-feira, 14 de Fevereiro.

 «A colonização faz parte da história francesa. Faz parte desse passado que devemos olhar de frente e pelo qual devemos também apresentar as nossas desculpas àqueles que foram vítimas dos nossos atos», disse ele na referida entrevista.

 A reação da direita foi virulenta. Num comício em Compiègne, o candidato da Liga dos Republicanos (LR), François Fillon, em baixa nas pesquisas por causa das acusações de nepotismo que recaem sobre ele, considerou as afirmações de Macron «indignas de um candidato à presidência da República».

 Acrescentou ele: - «Há tempos, o senhor Macron via aspetos positivos na colonização. Isso quer dizer que ele não tem coluna vertebral. Ele apenas afirma o que os seus auditórios querem escutar”.

 Com efeito, em Outubro, em artigo escrito no jornal Point, o antigo ministro da Economia escreveu que durante a colonização da Argélia “houve tortura, mas também a emergência de um Estado, riqueza, classe média”. Houve elementos de civilização e elementos de barbárie”.

 O antigo primeiro ministro, Jean-Pierre Raffarin, igualmente da Liga dos Republicanos, também atacou Emmanuel Macron, esta quarta-feira, 15, na BFM-TV : «Pôr os franceses uns contra os outros, ressuscitar a história para dividir, para remobilizar – eis os objetivos por detrás de tudo isso. Não é digno de um chefe de Estado remexer em cicatrizes já de si dolorosas».

 A Frente Nacional (FN), de extrema-direita, insurgiu-se igualmente contra as declarações do candidato independente socialista. «Não satisfeito em pregar a descaracterização e a dissolução nacional na grande geleia mundialista, Macron ainda diminui a imagem da França no estrangeiro. E quer ele ser presidente?», reagiu David Rachline, diretor de campanha de Marine Le Pen.

 Por seu turno, Wallerand de Saint-Just, tesoureiro do partido de extrema-direita, acusou Emmanuel Macron de “atirar nas costas da França”.

 

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