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Para desenhar cidades africanas mais sustentadas ambientalmente

| Editoria Ambiente | 02/03/2017

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Basta andar por algumas das principais cidades africanas para concluir que o fracasso urbanístico é evidente e que existe uma autêntica emergência ambiental. Muitas das políticas urbanas implementadas durante o período colonial foram replicadas depois das independências, mas o problema é que as cidades africanas atuais já não são as mesmas daquela época, nem em termos de tamanho nem de forma. Resultado: tais políticas estão obsoletas.

Vista da cidade de Dakar

 

A gestão dos resíduos sólidos, as inundações nas cidades costeiras, os problemas derivados da ausência de infraestruturas de saneamento adequadas, a falta de abastecimento de água ou de eletricidade são problemas que se repetem em diferentes cidades em todo o continente africano, suscitando práticas pouco respeitadoras do meio ambiente. Por outro lado, a população cresce rapidamente. Mas, apesar de tudo isso, as políticas urbanísticas e ambientalistas estão longe de acompanhar esses dois fenómenos.

O geógrafo e urbanista Garth Myers propõe um estudo multidisciplinar para resolver o problema. Segundo ele, há um choque entre a mentalidade ocidental acerca da planificação (reproduzida pelas elites africanas pós-independência) e a realidade das urbanizações informais, na maioria pobres, que predominam em África. No seu livro Urban Environments in Africa, publicado pela editor Policy Press no fim do ano passado, Myers procede ao mapeamento das políticas ambientais aficanas, concluindo que os urbanistas e planificadores urbanos do continente devem virar o seu olhar para a diversidade de cenários e contextos em que as cidades africanas contemporâneas estão a desenvolver-se, a fim de buscar soluções para os principais desafios ambientais urbanos que se levantam.

O autor analisa a história, a economia, as culturas urbanas e as políticas urbanísticas e ambientais de cinco cidades subsarianas: Nairobi, Lusaka, Zanzibar, Dakar e Cidade do Cabo. Depois de repassar os principais estudos académicos existentes sobre o tema, sobretudo os estudos pré-coloniais no domínio do urbanismo e do meio ambiente, Myers analisa as referidas urbes não apenas como um cenário físico, mas também como um espaço cultural concreto, a fim de constatar como os cruzamentos entre um e outro são levados em conta na elaboração dos planos urbanos contemporâneos.

Para isso, o autor socorre-se dos contributos e das visões de cineastas como Ousmane Sèmbene, poetas como Tanure Ojaide, ativistas como Ken-Saro Wiwa ou Wangari Maathai e escritores como Nurudin Farah. Todos eles lhe servem de exemplo, para narrar e analisar os principais problemas e desafios com que se confrontam as cidades africanas atuais. 

Com Urban Environments in Africa, escreveu o espanhol El Pais, Garth Myers abre um caminho necessário para a análise “urbano-ambiental” específica das cidades africanas. Tal como demonstra o autor, planificar cidades mais sustentadas em África exige a colaboração académica de diversas disciplinas e não somente reproduzir, mimeticamente, os modelos de planificação trazidos pelo Ocidente, desde quando os países africanos eram meras colónias.

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