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Turistas chineses afluem a África

| Editoria Economia | 02/03/2017

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En 2016, 10 % dos turistas chineses que viajaram para o estrangeiro escolheram o continente africano, contribuindo para o crescimento do turismo na região. Entre 2015 e 2016, o turismo africano aumentou 8%, tendo a Organização Mundial do Turismo (OMT) considerado o continente “o novo Eldorado” da referida indústria.


No ano passado, 58 milhões de visitantes de todas as nacionalidades acorreram à África, sem contar o Egipto. Três países destacaram como os principais destinos turísticos africanos: Marrocos, Egipto e África do Sul. Estes três últimos países têm apostado fortemente no turismo proveniente da Ásia, sobretudo da China.

Em oito anos (de 2008 a 2016), o número de turistas chineses que escolheram África como seu destino de viagem mais do que triplicou, passando de 3% para 10%. Apesar das fortes relações económicas entre a China e os países africanos, os chineses conhecem mal o continente, o que começa a mudar agora, devido a políticas voluntaristas como a da África do Sul, que só em 2016 abriu sete escritórios na República Popular da China para facilitar a emissão de vistos. A ideia foi imitada por outros países africanos, como o Quénia.

De notar que os chineses, embora conheçam mal o continente africano, têm uma grande paixão pelos grandes espaços e pelos animais selvagens. Os programas sobre a fauna africana, por exemplo, fazem um enorme sucesso na televisão chinesa. Não admira, portanto, o crescimento do turismo chinês em África.

Assim, o número de turistas chineses na África do Sul aumentou 93% entre 2015 e 2016. Em média a África do Sul acolhe sete mil turistas chineses por mês, número que pode chegar aos 10 mil na época do Verão ou no Ano Novo chinês. Por outro lado, em 2016, 100 mil chineses visitaram o Quénia, principalmente os amantes de safaris. No Egipto, o número de turistas passou de 440 mil em 2014 para quase 552 mil no ano passado, graças aos turistas asiáticos (chineses e japoneses). No Marrocos, do total de turistas que visitaram o país (10,3 milhões), os turistas chineses e russos foram mais de 100 mil.

A supressão de vistos para os turistas chineses adotada por vários países africanos, como a África do Sul, Egipto e Marrocos, contribuiu grandemente para o aumento de visitantes originários da República Popular da China que se deslocam ao continente. No Marrocos, por exemplo, 7 000 chineses visitaram o país em dezembro de 2016 contra apenas 700 um ano antes. Este ano, as autoridades marroquinas esperam receber mais de 100 mil visitantes chineses. O mais recente país africano a suprimir os vistos turísticos para os cidadãos chineses foi a Tunísia, no último dia 16 de fevereiro.

Os países africanos em questão têm razões para agradecer o crescimento do fluxo de turistas chineses. De facto, os mesmos são conhecidos por gastarem muito nas suas viagens: em 2015, eles gastaram 215 mil milhões de dólares em todo o mundo. Em média, os gastos de um turista chinês num país como o Marrocos são 40% superiores aos de um turista europeu.

Com El Pais

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