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Como ficarão as relações África-EUA sob a presidência de Donald Trump?

| Editoria Especiais | 11/03/2017

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A ajuda humanitária será a área que mais sofrerá com as prováveis mudanças a introduzir pela nova administração dos Estados Unidos nas relações com o continente africano. Segundo os especialistas, a principal potência mundial diminuirá as contribuições a programas de desenvolvimento dedicados, por exemplo, à promoção dos valores democráticos”, que serão considerados “não imprescindíveis”.


A antecipa-lo, a ajuda humanitária ficou de fora da primeira conversa entre o presidente Donald Trump e um dignatário africano desde a posse do novo presidente americano. Com efeito, numa conversa ocorrida nos primeiros dias de março com o chefe de estado do Quénia, Uhuru Kenyatta, os únicos tópicos abordados foram a cooperação na luta contra o terrorismo islâmico, a missão da ONU na Somália e a melhoria do comércio e dos investimentos na África Oriental.

A relação com África foi fundamental, durante décadas, para sucessivas administrações americanas, quer republicanas quer democratas. Em 2016, a administração Obama gastou 35 mil milhões de dólares em cooperação internacional e cinco países africanos situaram-se nos dez estados mais beneficiados: Egipto, Nigéria, Quénia, Tanzânia e Uganda. Os governos anteriores, presididos por George W. Bush e Bill Clinton, também foram importantes doadores do continente.

Uma boa sintonia com os Estados Unidos é crucial para África, pois o referido país é o maior doador bilateral dos países africanos, com uma média de 9 mil milhões de dólares nos últimos anos. Mas os primeiros sinais provenientes de Washington não são de bom agouro. O facto é confirmado, entre outros, por uma série de questões levantadas ao departamento de Estado americano pela equipa do novo presidente, semanas antes da sua tomada de posse. As perguntas falam por si: “Com tanta corrupção em África, quanto do nosso dinheiro é roubado?”; “Porquê que temos de gastar estes fundos em África, quando estamos a sofrer no nosso próprio país?”; ou “Temos lutado contra o Al-Shabaab (grupo terrorista islâmico que opera na Somália) há uma década, porquê que ainda não vencemos?”.

Para Todd Moss, ex-assessor do departamento de Estado para África durante a presidência de George W. Bush, a segurança nacional e os interesses económicos serão as duas prioridades de Trump em África.

Com efeito, durante os últimos anos, grupos terroristas islâmicos expandiram a sua atuação quer no norte de África quer no Sahel, preocupando crescentemente os EUA. Johnnie Carson, assessor do Secretário de Estado em matéria de política africana durante a era Obama, acredita que Trump reforçará a cooperação militar com vários países africanos através do seu comando em África, o Africom.

Quanto ao relacionamento comercial entre África e os Estados Unidos, é difícil saber se a nova administração Americana vai manter ou rever o African Growth and Opportunity Act (AGOA, sigla em inglês), à semelhança do que Trump já fez ou quer fazer com outros tratados comerciais. Para o professor queniano Ken Opalo, que ensina no departamento de estudos africanos da Universidade de Georgetown, talvez o AGOA seja mantido, pois “o volume de dinheiro resultante do comércio entre os EUA e África (32 mil milhões de dólares no ano passado) não é suficientemente grande para levar Trump a reve-lo”.

Opalo acrescentou, entretanto, que a nova administração “favorecerá a desregulamentação dos investimentos em África, especialmente por parte das empresas petrolíferas”. É possível, por isso, que a histórica tradição americana de promover os direitos humanos e os valores democráticos seja relegada para segundo plano.

Quanto à concorrência com a China em África, o académico queniano defende quea expansão chinesa no continente pode forçar Trump a competir por acordos comerciais com os países africanos. Mas, opinou, ambas as potências têm interesse numa África estável e próspera.

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