Publicidade

Publicidade

Publicidade

África 21 OnlineÁfrica 21 Online

Registre-se na nossa newsletter e mantenha-se informado.
África 21 no Facebook

África 21 Online

Pesquisa

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook

Edição Impressa

Edição do Mês

Destaques da edição de Março de 2017

MARROCOS

A nova potência africana?

ANGOLA

Pré-campanha já começou

ÁFRICA

A agricultura africana clama por uma justiça climática

MOÇAMBIQUE

Descentralização e questões militares ditam o futuro

Rádio

Publicidade

Cultura

Marrocos celebra regresso à União Africana com um mês de festa

| Editoria Cultura | 12/03/2017

-A / +A

Imprimir

-A / +A

Começa a 28 deste mês em Rabat, capital do Marrocos, uma grande festa designada “África em maiúsculas”, com exposições, concertos, projeções e eventos literários, para comemorar o recente regresso do país à União Africana, ocorrido no último dia 30 de janeiro. A festa, coordenada por Brahim El Mazned, vai prolongar-se durante exatamente um mês.

Museu Mohamed VI

“Queremos acolher a família africana, de acordo com o discurso do rei em Addis Abeba [Nota: Mohamed VI fez um discurso conciliatório a 31 de janeiro de 2017 na capital etíope, quando o país foi novamente aceite na União Africana]”, disse Mehdi Qotbi, presidente da Fundação Nacional de Museus, organismo que lidera esta iniciativa, na qual participam as instituições universitárias mais prestigiosas de Rabat, galerias de arte, teatros, salas de cinema, centros culturais e até os caminhos de ferro, pois os comboios que fazem o trajeto Casablanca-Rabat serão uma espécie de muros móveis para a arte gráfica de rua de artistas como o costamarfinense Méderic Tura ou o maliano Abdoulaye Konaté. De recordar que Rabat foi inscrita pelo site especializado Artsy no circuito mundial de cidades Street friendly (acolhedoras da arte de rua).

“África em maiúsculas” constará de 36 eventos em 18 espaços dentro da cidade. Além da arte de rua, haverá também exposições em espaços de arte fechados e reputados, como o Museu Mohamed VI de Arte Moderna e Contemporânea, onde serão exibidas mostras dos artistas plásticos Wahid Chehata e do congolês Kouka Ntadi, assim como de dois ícones da fotografia Africana, Malik Sidibé e Leila Alaoui; as galerias Bab Rouah e Bab El Kebir; a Vila das Artes, onde as instalações do maliano Abdoulaye Konaté “dialogarão” com obras têxteis marroquinas elaboradas pelos artesãos de Fez. Por outro lado, na Biblioteca Municipal serão expostos manuscritos antigos da caligrafia árabo-africana e documentos cartográficos e filatélicos.

O ouro e outras mercadorias que foram trocadas entre o norte do continente e a África subsariana, bem como as rotas do deserto desse comércio serão objeto de uma mostra na sede do Banco Al Maghrib. A referida exposição realçará o valor pragmático e simbólico daqueles objetos, tais como as peças de vestuário, couro, lingotes, documentos, cerâmica e sal.

No âmbito desta grande festa, arranca no dia 6 de abril no Museu Mohamed VI de Arte Moderna e Contemporânea um ciclo de conferências sobre a importância da arte africana no mundo. Entre os convidados, destacam-se o antropólogo burkinabe Sissao Alain Joseph, a diretora da Biblioteca Comemorativa ‘Mamma Haïdara’, de Tomboctú, Haïdara Abdel Kader, e o diretor do Instituto Islâmico de Dakar, Ka Thierno. O ciclo continua a 13 de abril, com uma jornada dedicada às migrações, diáspora e mobilidade. No dia 20 de abril, terá lugar uma mesa literária desiganda ‘Voz de mulheres’. Uma grande homemagem ao poeta e político senegalês Leopold Sédar Senghor fechará este ciclo, no dia 27 de abril.

De 10 a 15 de abril, será realizado nas salas dos cines Renascença e Sétima Arte um festival das escolas de cinema do continente, com projeções e aulas para os estudantes.

Por fim, música e futebol, para abrir e encerrar a celebração. Entre os músicos, destacam-se o compositor marroquino Aziz Sahmaoui, o grupo Jokko (com músicos marroquinos, senegaleses, moçambicanos e marfinenses), a orquestra  africana de Majjid Bekas, o grupo senegalês África Bégué, Keso Ni Sisi (jazz e afrobeat de Brazzaville, Kinshasa y Abidjan) e Africa United (com músicos marroquinos e das Ilhas Comores).

Depois de 33 anos fora da União Africana, será um mês inteiro para afirmar que Rabat é a capital de um país orgulhoso de ser africano.

Imprimir

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook
África 21 Online

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade