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Laúca, a maior hidroelétrica em construção em África, arranca em julho

| Editoria + Angola | 12/03/2017

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O maior complexo hidroeléctrico em construção no continente africano vai começar a gerar energia no próximo mês de julho, quando entrar em funcionamento a primeira das suas seis turbinas. Trata-se da hidroelétrica de Laúca, localizada sobre o rio Kwanza, na fronteira entre as províncias do Kuanza Norte e Malanje, em Angola, que começou a ser edificada em 2012.


Atualmente, o grau de execução das obras de engenharia está na ordem dos 86 por cento, montagem de equipamento electromecânico, 72 por cento, enquanto o da montagem de equipamento das linhas de transportes é de 46 por cento. No passado dia 11 de março, teve início o processo de enchimento da respetiva albufeira, com a capacidade de 4.700 milhões de metros cúbicos de água. Esse processo, a desenrolar a uma velocidade de 227 metros cúbicos por segundo, terá quatro fases.

A primeira etapa será o fecho do túnel. Na segunda etapa, que deve durar 30 dias e que vai permitir acumular cerca de 500 milhões de metros cúbicos de água, será alcançada a cota de 800 metros. A terceira fase decorrerá de maio a junho, período durante o qual serão acumulados dois milhões de metros cúbicos de água, atingindo-se a cota de 830 metros. O enchimento deve ser concluído em 2018, quando for atingida a cota 870 metros, inundando uma área de cerca de 180 metros quadrados, num volume equivalente a cerca de dois milhões de piscinas olímpicas.

Mesmo antes da conclusão do enchimento da albufeira, no próximo ano, serão iniciados os testes da primeira unidade geradora de energia, em maio do ano em curso. Até 31 de Julho, será dado início à operação comercial de Laúca. Segue-se um processo de entrada sequencial das restantes seis turbinas. Assim, a segunda unidade será introduzida no sistema a partir de setembro e a terceira em novembro. Cada uma das restantes três unidades entrará em funcionamento de dois em dois meses, a partir de janeiro de 2018.

A energia gerada por Laúca vai permitir a expansão do sistema eléctrico nacional. Além do aumento da produção assegurado pelo empreendimento, as autoridades estão a ampliar ou a construir novas linhas de transporte, em direção a Luanda, Malanje, Huambo e Benguela. A implantação das referidas linhas vai permitir efetuar a ligação do sistema norte ao sistema centro, bem como ligar a linha que segue em direcção ao Soyo. Permitirão também a interligação do sistema térmico e hídrico.

No âmbito da construção da hidroelétrica de Laúca, serão reassentadas quase 30 famílias que viviam nas áreas que começaram a ser inundadas. Por outro lado, quando a obra acabar, os trabalhadores que vão garantir a manutenção da barragem vão manter-se na vila que foi construída (chegaram a estar envolvidos na construção de Laúca cerca de 10 mil pessoas). Os demais trabalhadores serão transferidos para outros projetos e alguns desmobilizados. O próximo desafio do governo é a edificação do projeto de Caculo Cabaça, também sobre o rio Kwanza, cuja construção vai contar com muitos dos técnicos de outros projetos já concluídos, alguns deles de Laúca.

 

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