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Zap Tharwat, o rapper egípcio que canta pelas mulheres

| Editoria Cultura | 15/03/2017

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As suas rimas e os seus clips denunciam sem rodeios a repressão sexual e os clichés machistas que caracterizam a sociedade egípcia. Aos 29 anos, o cairota Ahmed Tharwat, aliás Zap Tharwat, jordaniano de nascimento, tornou-se um dos rappers mais apreciados do Egipto, graças, em particular, às suas canções consagradas à causa das mulheres.


 

É verdade que não faltam, na música egípcia, canções dedicadas às mulheres, mas aquelas que se referem aos respetivos direitos limitam-se a uma defesa evasiva da igualdade. Diferentemente, Zap Tharwat aborda cruamente a discriminação e a repressão sexual de que elas são vítimas, o que lhe permite distinguir-se na cena musical local.

“Eu interessei-me pelo hip-hop por causa das minhas preocupações sociais”, declarou ele, para depois acrescentar:-“Eu escolhi o rap como um meio de expressão e uma maneira de evitar a mesmice das canções árabes que falam do amor”. Autêntico ídolo nacional do rap no Egipto, as suas canções são manifestos que falam por ele.

O seu ultimo êxito, “Nour”, em dueto com a atriz Amina Khali, ridiculariza os clichés machistas sobre o trabalho, assim como o lugar das mulheres na família e na sociedade. O tema teve mais de 10 milhões de escutas no Soundcloud e, nos concertos de Tharwat, todos o repetem em coro: rapazes e raparigas.

Sem maiores explicações sobre a sua opção por temas que falam da discriminação e da opressão feminina, Zap Tharwat costuma dizer, simplesmente, que “na sociedade, a mulher constitui a nossa outra metade”. Enfim, acrescenta:-“Antes de mais, quero que todo o Egipto escute essas mensagens e não apenas as mulheres, a quem elas dizem diretamente respeito”.

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