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Retomadas conversações sobre acordo de paz na RDC

| Editoria Angola Eleições | 18/03/2017

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Foram retomadas na última quinta-feira, 16, as conversações para concretizar o modus operandi do acordo político sobre a transição alcançado no dia 31 de dezembro do ano passado na RDC.

Aspeto de Kinshasa

O acordo, mediado pela influente Igreja Católica, prolongou por mais um ano o mandato do presidente Joseph Kabila, que terminara no dia 20 de dezembro de 2016, impedindo, assim, que o poder caisse na rua e o caos fosse instalado no maior país da África Central. Em contrapartida, criou um governo de transição dirigido por um primeiro ministro indicado pela oposição e marcou o prazo final das eleições para o mês de dezembro de 2017. Segundo o acordo, o atual presidente, que já cumpriu dois mandatos, não poderá candidatar-se às referidas eleições.

Até agora, nem o novo governo foi constituido, nem foi aprovado um calendário eleitoral preciso. O primeiro ministro continua a ser Samy Badibanga, indicado no final do ano passado por Kabila. Um dos fatores que esteve na origem desse atraso do processo foi a morte em Bruxelas, no dia 1 de fevereiro, do líder do principal partido da oposição, Etienne Tshishekedi. Mas, seja como for, a maioria dos observadores locais e regionais acusa o presidente Kabila de manobras para “dilatar as conversações, encontrar pontos de bloqueio e dividir a oposição”, com o objetivo estratégico de alterar a constituição e impor um terceiro mandato.

Na verdade, o presidente congolês foi forçado a sentar-se à mesa das negociações com a oposição por pressão das potências vizinhas, como Angola, e pela comunidade internacional, com as Nações Unidas à cabeça. Por isso, tudo ainda pode acontecer.

A Igreja Católica considera o acordo de 31 de dezembro de 2016 na RDC “mal ´amarrado´, vago e de difícil implementação”. Para ela, as dicussões foram marcadas pela “mediocridade” e pelo “mercantilismo”. O núncio apostólico em Kinshasa, Monsenhor Luis Mariano Montemayor, foi especialmente cáustico:-“Parece que o dinheiro é a única motivação dos homens politicos congoleses, qualquer que seja o seu campo”, disse ele ao jornal Le Monde, para depois comentar:-“Isso dá a desagradável impressão de uma classe política desligada das preocupações do povo e de um Estado essencialmente predador”.

De qualquer forma, o mencionado acordo parece o único caminho para impedir o regresso da guerra à RDC. “O nosso objetivo é que as eleições tenham lugar para que o povo possa julgar os seus dirigentes”, sublinhou Monsenhor Montemayor.

Os bispos congoleses sabem que o presidente Kabila não aprecia e, inclusive, desconfia da Igreja Católica. Adepto dos movimentos evangélicos, ele considera a elite católica demasiado próxima da oposição e não gosta nada do seu envolvimento com a política. Por isso, depois de ter sido recebido no Vaticano, em setembro do ano passado, para discutir a provável visita do Papa Francisco à RDC, até agora ainda não endereçou o convite oficial ao Vaticano. “As coisas não vão bem [com Kabila], eu não acredito que possa lá ir”, disse Francisco ao jornal alemão Die Zeit.

Mas Kabila também precisa de ter cautela. Afinal, a Igreja Católica tem 40 milhões de fiéis, numa população de 85 milhões de habitantes. É uma instituição antiga, presente em todo o país, e uma das raras que funciona. É também um poderoso veículo de educação. “O presidente tem de nos levar em conta”, avisou o núncio.

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