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EUA mandam G20 “à Trump”

| Editoria Especiais | 19/03/2017

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Devido à oposição dos Estados Unidos em relação às referidas questões, a condenação ao protecionismo económico e o apoio à luta contra o aquecimento global foram excluídos da declaração final da reunião do G20 realizada na semana passada em Baden-Baden (Alemanha). Os dois tópicos têm sido reiterados pelo grupo em todas as suas reuniões realizadas nos últimos anos, mas a chegada do magnata Donald Trump à presidência dos EUA começa a mudar as coisas.


Com efeito, já se sabia, desde a recente campanha eleitoral norte-americana, que Trump defendia posições francamente hostis face ao comércio livre e à luta contra o aquecimento global. Assim que assumiu o poder, o novo presidente dos EUA não desiludiu, começando imediatamente a pôr em práticas as suas promessas eleitorais mais controversas e radicais, tais como as alterações aos acordos internacionais de livre comércio e o desengajamento em relação à luta contra as mudanças climáticas.

Não é de estranhar, portanto, que, na última reunião do G20,  os responsáveis americanos, liderados pelo novo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, tenham impedido o consenso entre estes dois temas. A Alemanha, que detém atualmente a presidência do G20, reagiu com prudência: - "Estivemos de acordo sobre a importância do comércio internacional, mas não chegámos a um consenso sobre o futuro das relações comerciais", afirmou o presidente do banco central alemão (Bundesbank), Jens Weidmann, na conferência de imprensa final do encontro.

Por seu turno, a França foi mais incisiva. O ministro francês das Finanças, Michel Sapin, lamentou com as seguintes palavras o desacordo fregistado em relação às duas matérias retiradas da declaração final: - "Lamento que as nossas discussões de hoje tenham sido incapazes de chegar a uma posição satisfatória relativamente a essas duas prioridades absolutamente fulcrais no mundo de hoje e sobre as quais a França quer que o G20 continue a atuar com firmeza e de forma concertada".

Durante a reunião de Baden-Baden, o secretário do Tesouro dos EUA adiantou que o país poderá mesmo renegociar os acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC). Depois de tê-los considerado “velhos” [os acordos foram assinados em 1994 e entraram em vigor em 1995], Steven Mnuchin acrescentou:-“Nós pensamos que certas partes dos acordos da OMC não são aplicados e nós vamos tentar com toda a energia que sejam aplicadas, no interesse dos trabalhadores americanos”.

Recorde-se que os acordos em causa estabelecem o quadro para a liberalização do comércio, estimulando a abertura das fronteiras, de modo a facilitar as trocas comerciais globais. Por isso, a nova posição americana encontrou muitos opositores dentro do G20. Como já havia acontecido em Davos, em janeiro deste ano, a China liderou essa oposição, defendendo enfaticamente a abertura comercial e recusando o protecionismo. Graças à firmeza chinesa, assim como da França, a tentativa dos EUA de incluirem no comunicado do G20 uma referência à promoção do “comércio justo” foi chumbada. A China, em particular, vê nessa expressão – “comércio justo” – uma espécie de senha para a tomada de medidas protecionistas por parte da administração Trump.

Em relação à problemática do clima, igualmente extirpada da declaração final, o ministro francês das Finanças tem uma explicação curiosa. Para ele, o facto de não ter sido feita qualquer referência a esse assunto no fim da última reunião do G20 significa que o grupo “não alterou a sua posição”. É difícil de acreditar, quando são conhecidas as diatribes do atual presidente americano contra aqueles que alertam para os riscos globais do aumento da temperatura. Enfim, sobre as demais questões, o G20 limitou-se a reafirmar as posições das suas reuniões anteriores.

Pertencem ao G20 os EUA, China, Índia, UE, Indonésia, Brasil, Rússia, México, Japão, Alemanha, Turquia, França, Reino Unido, Itália, África do Sul, Coreia do Sul, Argentina, Canadá, Arábia Saudita e Austrália. A Espanha assiste à reunião como convidada.

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