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| Editoria + Angola | 12/04/2017

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A cinco meses das eleições, a única força que promete mudanças concretas é, espantosamente, o MPLA, no poder desde a independência. A oposição limita-se a reclamar e a repetir os ataques de sempre. A Igreja Católica resolveu mandar recados em todas as direções, mas também não escapa a críticas.

Ato de apoio a João Lourenço em Belize (Cabinda)

O CONHECIDO JORNALISTA e analista político Ismael Mateus, que nos últimos tempos se tornou um dos mais ácidos críticos do governo e do partido que o sustenta, o MPLA, insurgiu-se na sua habitual crónica no semanário Novo Jornal, publicada no dia 31 de março deste ano, contra a baixa qualidade do debate político no país, em plena pré-campanha eleitoral. Nem a experiente Igreja Católica escapou.

«A própria Igreja Católica, estruturada e organizada como autoridade moral, não conseguiu evitar cair no pecado do insulto», escreveu ele, a propósito do debate sobre o aborto que recentemente agitou a sociedade angolana, em especial nas grandes cidades. 

Para Ismael, a deriva da hierarquia católica nacional apenas confirma a inexistência de «um debate nacional, necessariamente profundo, pormenorizado nos argumentos e de grande intervenção pública», capaz de gerar consensos. Em contrapartida, segundo ele, predomina uma tendência generalizada dos diferentes atores, incapazes de persuadir os outros, para impor a força da maioria ou recorrer aos ataques insustentados e até aos insultos.

A baixa qualidade do debate político tende a afastar os cidadãos, gerando, entre outros, o aumento da abstenção durante os atos eleitorais. Talvez por isso, os bispos católicos, reunidos na cidade da Catumbela, na província de Benguela, de 24 a 30 de março deste ano, fizeram um veemente apelo à participação de todos nas próximas eleições. «Como pode, quem não participa na vida política, esperar um futuro melhor, se nega o seu esforço para que esse futuro se torne uma realidade ao longo de um processo de aprendizagem conjunta que todos, como cidadãos deste país, temos de continuar a fazer em ordem ao aperfeiçoamento da nossa democracia?», interrogaram-se os bispos, no final da primeira reunião ordinária da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).

De recordar que nas eleições anteriores, em 2012, a taxa de abstenção foi de quase 40%. Para os bispos católicos, um dos sintomas de que a mesma pode ser novamente elevada na disputa marcada para este ano foi o suposto desinteresse – que consideraram «notório» – de muitos possíveis votantes pela atualização do seu registo eleitoral. Embora esse receio fosse, há meses atrás, generalizado, os números finais não o corroboram, pelo menos para já. Com efeito, o número total de eleitores registados até ao fim da campanha levada a cabo pelo ministério da Administração do Território até ao último dia do mês passado foi de cerca de nove milhões e 300 mil pessoas, o que corresponde a quase 97% da meta definida. Isso é um bom sinal, embora o facto de alguém se ter registado não signifique necessariamente que no dia da votação compareça nas urnas.

Carlos Severino

Leia artigo integral na edição de abril 2017 da revista ÁFRICA 21

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