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30 milhões de africanos sofrem de depressão

| Editoria Ciência | 13/04/2017

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Uma em cada seis pessoas padece de alguma doença mental em África, das quais 30 milhões sofrem de depressão, ou seja, um décimo do total mundial. Os dados são da Organização Mundial da Saúde, que acrescenta que o referido distúrbio é a principal causa dos problemas de saúde e incapacidade em todo o mundo. Em dez anos (2005-2015), o número de pessoas com depressão aumentou 18%, atingindo os 300 milhões de casos.


As principais causas do aumento da depressão em África são os conflitos armados, o genocídio, a violência e a fome. Por detrás de cada emergência humanitária, o número de pessoas com transtornos mentais aumenta. Porém, é uma crise silenciosa, pois a atenção dos governos locais e dos financiadores internacionais concentra-se nas doenças transmissíveis e na má nutrição.

O número de profissionais africanos qualificados em saúde mental é irrisório: um psiquiatra e um psicólogo para cada milhão de pessoas. Acrescente-se a isso a escassez e limitação de recursos: o gasto anual em saúde mental nos países africanos é inferior a 25 cêntimos de dólar nos países pobres, quando a media mundial é de dois dólares. Por outro lado, somente 36% das pessoas que vivem nos países pobres beneficia de apoio legal em matéria de saúde mental, contra 92% nos países ricos.

Além do baixo nível de prioridade que é dado às doenças mentais, o medo do preconceito e do isolamento, bem  como a falta de profissionais qualificados, são os principais desafios dos países africanos para enfrentar a doença. É comum, em muitos deles, assistir a doentes submetidos a tratamentos indignos, como ser amarrados a árvores ou a camas, ser encerrado em jaulas, ficar sem comer durante horas, sem cuidados de higiene e, como se isso não bastasse, privados do apoio familiar.

A Organização Mundial da Saúde está a apoiar vários países africanos para melhorarem a qualidade de vida e o bem estar das pessoas com distúrbios mentais.

Na Serra Leoa, por exemplo, nação onde existem apenas dois psiquiatras, dois psicólogos clínicos e 20 enfermeiros especialistas em saúde mental (a população total do país é de 7 milhões de pessoas), a OMS está a capacitor trabalhadores comunitários de saúde para que possam identificar transtornos mentais e atuar localmente, assim como trabalhadores de nível médio e superior, para que possam prestar serviços mais especializados.

Programas idênticos estão em marcha na Nigéria e na Etiópia. No primeiro país, nove em cada dez pessoas com doenças mentais não recebe qualquer cuidado. No segundo, existem apenas 36 psiquiatras, numa população total de 85 milhões de pessoas.

Matshidiso Moeti, diretora da OMS para África, considera “fundamental” a luta contra o estigma, a fim de diminuir os casos de depressão. “O desenvolvimento de serviços que se centram na depressão e combatem o estigma incentivará mais pessoas a procurarem tratamento. É necessário falar  sobre a depressão da mesma forma como se fala sobre outras doenças. Programas escolares que aconselhem os doentes com depressão e os respetivos familiares, assim como o diagnóstico atempado e a prevenção, sobretudo entre crianças e jovens, são outras estratégias para manter a depressão dentro de limites aceitáveis”, disse ela.

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