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Cooperação militar entre Grã-Bretanha e países africanos

| Editoria Política | 22/04/2017

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Após a decisão de abandonar a União Europeia, a Grã-Bretanha resolveu começar a usar as suas capacidades defensivas para ampliar a sua influência mundial e proteger melhor as suas fronteiras. A primeira medida foi aumentar o orçamento de defesa. Outra é o incremento da colaboração do exército britânico com as forças armadas dos países aliados, inclusive em África.

Soldados britânicos na Serra Leoa

Embora isso não seja dito oficialmente, a colaboração militar britânica com vários países africanos tem como objetivo estratégico parar o fluxo de migrantes africanos com destino à Europa. Segundo fontes militares citadas sob anonimato pelos jornais ingleses, “contribuir para a estabilidade de África fará diminuir os fatores que pressionam os migrantes a deslocar-se para a Europa, o que melhorará a segurança do Reino Unido”. As mesmas fontes acrescentam: - “Queremos fazer mais do que retirar os migrantes da água, queremos para-los antes de chegar ali [às costas europeias]”.

A Serra Leoa é um dos países africanos com os quais a Grã-Bretanha mantém uma cooperação mais antiga na área militar, desde o ano 2000, quando 800 soldados ingleses chegaram ao referido país, oficialmente para evacuar os seus nacionais ali residentes, apanhados no meio da guerra civil então existente, mas que, na verdade, participaram diretamente no conflito, impedindo a segunda invasão de Freetown, a capital, por parte dos rebeldes. Desde essa altura, a presença de militares britânicos na Serra Leoa tem sido constante.

Os efetivos ingleses despachados para a Serra Leoa desempenharam também um papel importante, por exemplo, durante a epidemia de ébola.

Este ano, as forças armadas anunciaram a realização de uma operação militar conjunta com as tropas da Serra Leoa, o que acontece pela primeira vez. Soldados pertencentes ao esquadrão Queen’s Dragoons Guards B vão participar juntamente com soldados serraleoneses num exercício na selva, para aprenderem a sobreviver e a combater nesse meio. O ministro inglês da Defesa, sir Michael Fallon, comentou que o exercício conjunto britânico-serraleonés “é o ultimo exemplo da intensificação dos esforços mundiais do Reino Unido para fazer frente às ameaças internacionais que põem o Reino Unido em perigo”.

A Grã-Bretanha, além de ter enviado também 350 soldados para a Nigéria, treinou desde 2015 cerca de 22 mil soldados daquele país africano, o que explica os recentes avanços conseguidos pelas forças armadas nigerianas  na sua luta contra o grupo terrorista Boko Haram. Por outro lado, o apoio militar direto do Reino Unido estende-se igualmente à Somália, Sudão do Sul (onde estão 400 soldados britânicos), Sahel, onde o Reino Unido apoia as tropas francesas, e Oceano Índico. Em termos de treinamento, o país colabora, entre outros, com o Gabão, Quénia, Uganda e Malawi.

Assinale-se, enfim, que a Grã-Bretanha vai montar um comando militar em Abuja, Nigéria, a fim de coordenar as 16 secções de defesa criadas pelos britânicos no continente africano.

A imprensa britânica revelou que a nova estratégia militar do Reino Unido em África tem como objetivo lutar diretamente contra as máfias de tráfico de pessoas, responsáveis pelo increment da migração africana rumo à Europa. A estimative é que 15 milhões de migrantes se deslocarão para o continente europeu antes de 2020.

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