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Para uma nova abordagem de África

| Editoria Economia | 23/04/2017

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É possível falar de África sem ficar fixado no tema da corrupção? É. Foi o que fizeram os 200 participantes do colóquio “Toda a África: para uma abordagem continental”, realizado no passado dia 12 de abril em Paris, numa organização da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), na sede do Instituto do Mundo Árabe (IMA) na capital francesa. O objetivo do colóquio era redefinir o relacionamento dos atores económicos com o continente africano. Em questão as oportunidades oferecidas por África no futuro.

Sede do IMA em Paris

Um dos assistentes manifestou o seu descontentamento por se ter discutido pouco a questão da corrupção – o tema-fetiche da mídia, incluindo as redes sociais, quando se fala no continente africano -, mas o grande objetivo do evento era tentar compreender África “de outra maneira”. Segundo a reportagem do Le Monde, predominou, por isso, o otimismo. Os “complicadores” foram postos de lado. Como resumiu Janine Diagou, diretora geral do banco costamarfinense NSIA, “os politicos passam o tempo a dividir África, mas os empreendedores veem-na como um todo”.

O tunisino Aziz Mebarek, cofundador da sociedade AfricInvest, afirmou: - “A perceção do risco em África sempre foi sobredimensionada. A Tunísia, por exemplo, é vista frequentemente no exterior como um país a ferro e fogo”. Designada “sociedade capital-investidora do ano” durante o forum África CEO, realizada a 20 e 21 de março em Genebra, Suíça, a AfricInvest, note-se, acompanha mais de 135 projetos em África, no total de um bilião de euros. Em pareceria com o BPI France (Banco Público de Investimentos de França), criou também o primeiro fundo franco-africano do mercado europeu.

Entre os caminhos abordados no colóquio “Toda a África…” para unificar a estratégia económica africana, destacou-se a necessidade de um “discurso africano”. Karim al-Aynaoui, diretor geral do think tank marroquino OCP Policy Center, afirmou que “os africanos estão a perder a batalha da comunicação”.

A propósito, o escritor senegalês Felwine Sarr, disparou: - “O que me chateia é que o discurso sobre África é feito pelos outros e não por nós mesmos. É fundamental construirmos as nossas próprias infraestruturas psicológicas”. Ele fustigou o consenso à volta do conceito de “crescimento”: - “A questão é como produzir bem estar para os 2 biliões de africanos em 2050!”

Outro assistente bastante aplaudido na sala lembrou a importância da economia informal em África. Mas Sarr não deixou passar: “Perdemos tempo a discutir como devemos formalizar a economia, como inseri-la num quadro mais eficaz, ou seja, como cobrar os impostos. É preciso ter em conta a realidade. Uma compreensão mais fina das sociedades africanas”, enfatizou o escritor senegalês.

O colóquio “Toda a África…” não procurou soluções e muito menos dar receitas. Para o director geral da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Rémy Rioux, tratou-se apenas de “capturar o momento” e “perturbar o jogo”. Disse ele: - “Vamos lá desestabilizar isto [as verdades feitas] e veremos o que dá!”

Uma das verdades feitas é a ideia de que os estados africanos são “frágeis”. Segundo a maioria dos participantes, os estados herdados dos ex-colonizadores foram aceites pelos africanos, repousando sobre territórios históricos, o que explica a resiliência dos quadros nacionais. Em alguns países, como o Congo, o patriotismo é muito forte. Qualquer estratégia de investimento em África tem de levar isso em conta.

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