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Taxa de imunização está a crescer em todo o mundo

| Editoria Ciência | 04/06/2017

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Desde o início do século até à data, a taxa de imunização no mundo aumentou de 65-70% para 85%. Por outro lado, em cinco anos, o preço das vacinas baixou 43%, ao mesmo tempo que as farmacêuticas viram o seu mercado aumentar para 73 países, aumentando, pois, os seus lucros. Esses dados foram avançados por Marie-Ange Saraka-Yao, diretora da Aliança Mundial para a Vacinação, conhecida pela sigla GAVI.


Natural da Costa do Marfim, cabe-lhe, como diretora da GAVI, conseguir os donativos e os investimentos para imunizar a população dos países em desenvolvimento. Ela não tem dúvidas, aliás, de que a imunização estimula o desenvolvimento. “Quanto mais se investe em imunização, mais o desenvolvimento é impulsionado”, disse ela ao espanhol El Pais, exemplificando com o caso da China: - “ A China começou a desenvolver-se economicamente depois de ter investido massivamente em saúde. Hoje, é um dos principais doadores da GAVI”, acrescentou.

A Aliança Mundial para a Vacinação (GAVI) é uma associação entre algumas das melhores organizações sanitárias do mundo e importantes instituições e fundações internacionais, bem como o setor privado. Graças à parceria entre essas entidades, a arrecadação de fundos para a produção e distribuição de vacinas chegou aos 23 milhões de euros e mais de 4 milhões de crianças foram imunizadas.

A missão da GAVI é ajudar a acelerar a cobertura total de vacinação dos países em desenvolvimento. Como a GAVI atua em 73 países, consegue que as empresas farmacêuticas distribuam as vacinas a baixo preço. Por exemplo, em Moçambique, uma vacina qualquer custa cerca de 20 cêntimos de dólar. Outra vantagem de estar presente num número tão grande de países é a disponibilidade: antes disso, uma vacina, depois de completamente desenvolvida, levava 7 anos a estar disponível; atualmente, é necessário apenas um ano para isso.

Todos ganham, desde as populações, que, tendo os filhos vacinados, podem dedicar-se às suas atividades regulares, às farmacêuticas, que têm acesso a um mercado composto por 73 países, os quais contam com a vantagem adicional de serem financiados pela GAVI. A crise do ebola foi particularmente ilustrativa: as farmacêuticas foram estimuladas a desenvolver rapidamente uma vacina, pois a GAVI garantia, à partida, uma aquisição de 200 milhões de doses, e conseguiram-no.

Marie-Ange Saraka-Yao, depois de sublinhar que a GAVI acelerou a vacinação contra as duas doenças mais mortíferas para as crianças dos países em desenvolvimento – pneumonia e diarreia -, revelou que a entidade está a financiar um programa piloto para testar a vacina contra a malária, outra doença altamente fatal, em especial em África. Quanto à vacina contra o HIV-Sida, confessou que “ainda estamos longe, pois é uma doença muito complexa”.

A diretora da GAVI sublinhou que a imunização “é uma das intervenções mais eficazes em termos de saúde”, pois, além de permitir o desenvolvimento da criança, ajuda a evitar epidemias e estimula o desenvolvimento económico, “uma vez que a população é sã”. Marie-Ange é especialmente enfática em relação ao continente africano: - “Em África, a vacinação é uma questão de vida ou morte”, disse. Mas não só em África. A diretora da Aliança Mundial para a Vacinação lembrou a recente epidemia de sarampo em alguns países europeus, para acentuar as vantagens da imunização.

In AFRICA21, Junho 2017

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