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“Não somos africanistas, somos africanos”

| Editoria | 04/06/2017

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O escritor Donato Ndongo-Bidyogo, da Guiné Equatorial, atualmente exilado em Múrcia (Espanha), discorda que os autores africanos da diáspora estejam, supostamente, a “sequestrar a voz africana”, em detrimento dos autores que continuam a viver no continente.

Donato Bidyogo

A questão é posta com frequência por críticos europeus, ao que Ndongo respondeu, em entrevista ao jornal espanhol El Pais: - “ Nenhum escritor africano ´faz de conta´ que é africano. Não somos ´africanistas´, mas, sim, africanos, vivendo onde vivermos, empurrados pelas nossas circunstâncias. Por isso, somos porta-vozes autorizados e qualificados para falar em nome dos nossos compatriotas que sofrem em silêncio, ou por não poderem expressar-se por viver sob tiranias ou por carecerem de instrução, projeção e oportunidades para criar opinião”.

Exilado em Espanha devido às perseguições de que era alvo por parte do regime de Malabo, Donato Ndongo sabe, igualmente, o que é sofrer no exílio. “Qualquer negro que aqui viva desmente o mito de que os espanhóis não são racistas”, afirmou. Ele contou que se sente mais reconhecido em Moçambique, por exemplo, do que no seu próprio país ou em Espanha, onde vive. Considerado um dos maiores escritores equato-guineenses de todos os tempos, o autor já publicou vários livros em Espanha, com destaque para os dois primeiros volumes da sua trilogia “Os filhos da tribo”: os romances “As trevas da tua memória negra” e “Os poderes da tempestade”, ambos editados pela Assata. O terceiro volume da trilogia, designado “Os filhos da tribo”, como o próprio conjunto, está atualmente a meio, mas Ndongo diz que não sabe quando o terminará.

O escritor, que acaba de lançar em Espanha, pela Verbum, um livro de poesia e um de contos – “Olvidos” e “O sonho e outros relatos”, respetivamente – diz que “vivemos num mundo dominado por ignorantes ilustres que pontificam sobre qualquer coisa, mas sempre à sua maneira, cada um puxando a brasa à sua sardinha. Para estar menos idiotizados, é preciso cultivar o nosso próprio critério, o que implica pesquisar, rastrear, indagar”. Donato Ndongo acrescenta que escreve o que lhe parece justo, no tom adequado e utilizando “a palavra precisa, como recomendava Confúcio”.

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