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Novo Presidente, vida nova?

| Editoria + Angola | 17/11/2017

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Com menos de um mês na Presidência da República, João Lourenço já marcou um novo estilo de governação, mas reconhece que Angola vive tempos difíceis. Expectante, a oposição dá-lhe o benefício da dúvida

Desde que tomou posse, a 26 de setembro, o novo Presidente angolano traçou os objetivos do seu mandato em três discursos programáticos, geralmente bem acolhidos por analistas e críticos nacionais e internacionais. No seu discurso de investidura, na abertura do ano agrícola 2017/2018, no Huambo, e na sessão inaugural da nova legislatura a 16 de outubro, João Lourenço teve oportunidade de passar em revista todas as áreas da governação e da administração pública e de precisar as áreas prioritárias para cumprir a sua promessa eleitoral de «melhorar o que está bem e corrigir o que está mal».

Uma das ideias mestras da mensagem é que nos tempos difíceis que a economia atravessa, há que dar prioridade ao aproveitamento judicioso dos «parcos meios disponíveis». E que não bastam as declarações genéricas sobre o imperativo de diversificar a economia e de reduzir a dependência do petróleo. Um exemplo disso é a atenção à agricultura. Ao gesto simbólico que constitui a sua presença física no lançamento do ano agrícola para a sua primeira deslocação fora de Luanda, o Presidente João Lourenço antecipou a tomada de medidas concretas como o cadastro das terras aráveis, a atribuição de títulos de propriedade aos pequenos agricultores e a anulação de concessões por terras não cultivadas, ao mesmo tempo que insistia sobre a importância da eletrificação e anunciava incentivos fiscais para o investimento privado nas zonas rurais.

Enquanto isto, as atenções dos analistas e comentadores focalizava-se na nomeação da nova equipa dirigente, os homens e as mulheres escolhidos por João Lourenço para levar à prática o seu programa de governo.

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