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A China e o futuro

| Editoria Política | 17/11/2017

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Discursando durante mais de três horas, a 18 de outubro, perante os cerca de 3000 participantes no 19.º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), o Presidente Xi Jinping expôs a sua visão do futuro próximo para 1400 milhões de chineses e o resto do mundo.

Reconduzido sem surpresa por cinco anos à cabeça do país mais povoado do mundo, Xi Jinping anunciou o advento de uma nova era caracterizada no plano interno pela afirmação do «socialismo com identidade chinesa», sob a liderança de um PCC regenerado, rejuvenescido, modernizado e, ao nível mundial, pela confirmação da China como «potência global» – económica, diplomática, militar, tecnológica e cultural.

Como sempre, a imprensa ocidental centrou os seus comentários nos aspetos do que chamou de «grande missa» do Partido Comunista Chinês, nos rituais quase litúrgicos e no culto da personalidade do «novo homem forte», do «novo imperador vermelho», cujo pensamento foi incluído nos estatutos do partido como guia de ação em pé de igualdade com o do pai fundador, Mao Zedong, e o iniciador das reformas económicas dos anos 1980, Deng Xiaoping. O Ocidente, incapaz de se libertar do complexo pós-colonial, continua a medir as realizações chinesas por comparação com o seu próprio modelo e a ver contradições insuperáveis no «socialismo à chinesa» que deveriam levar ao fracasso o «sonho» de Xi Jinping de uma China estável, próspera e respeitada no mundo.

O Presidente chinês lembrou aos incrédulos que, para um regime que conseguiu em três décadas tirar 600 milhões de pessoas da pobreza e multiplicar por oito o PIB nacional, a «pequena prosperidade» prometida a todos os chineses e a todas as regiões até 2020 não tem nada de irrealista.

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