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Coreia do Norte na Mira das Nações Unidas

| Editoria Política | 06/02/2018

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Numa altura em que a agenciada Coreia do Norte tenta melhorar a sua imagem internacional com a presença de uma equipa nos Jogos Olímpicos de Inverno, que decorre este mês na vizinha Coreia do Sul, as Nações Unidas estão a investigar denúncias feitas numa reportagem da CNN sobre uma eventual violação das sanções internacionais e que tem o porto de Maputo no centro das operações.

De acordo com as investigações que as Nações Unidas estão a fazer na sequência da denúncia, a Coreia do Norte teria conseguido arrecadar cerca de 200 milhões de dólares em 2017 através de um esquema de contrabando que incluiu vários países, entre os quais Moçambique.

Não se tratando de uma acusação nova, o facto da Coreia do Norte estar a violar as sanções internacionais ganhou agora uma relevância maior porque, pela primeira vez, elas incluem um país da África Austral, o que supostamente alarga a rede de influência externa por parte do regime de Pyongyang.  
A consistência deste relatório está a ser testada pela denúncia da cadeia de televisão norte-americana, CNN, que numa investigação de um mês disse ter descoberto “uma rede secreta de empresas de fachada, cooperação militar e acordos de preparação de forças de elite entre a Coreia do Norte e Moçambique, que violam as sanções internacionais”. De acordo com esta cadeia de televisão, “a cooperação é selada com contratos ilegais no valor de milhões de dólares”. 

Maputo desmente 

As autoridades moçambicanas já reagiram a estas suspeitas e garantem desconhecer a existência no seu país de qualquer esquema fraudulento para tornear as sanções impostas contra o programa nuclear da Coreia do Norte. 

Contrariando o que refere a CNN, de que nenhuma autoridade moçambicana se quis pronunciar sobre o assunto, o director do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Álvaro da Silva, garantiu à imprensa que o Governo moçambicano respeita as sanções impostas à Coreia do Norte”.  Álvaro da Silva reconheceu que “há norte-coreanos que estão legitimamente envolvidos em campos sociais e técnicos, mas isso não viola as sanções da ONU”. 

“Temos razões para acreditar que a nossa relação com os Estados Unidos, em particular, e com todos os outros países signatários das sanções contra a Coreia do Norte é boa”, sublinhou o mesmo responsável. Já no seu relatório mais recente, que tem um total de 213 páginas, os peritos das Nações Unidas afirmam que a Coreia do Norte violou as sanções através de exportações ilícitas de petróleo, carvão, ferro, aço e outros produtos.  

Pyongyang terá usado, de acordo com esse relatório, a combinação de várias técnicas de evasão, rotas e tácticas para exportar carregamentos de carvão para a China, Malásia, Coreia do Sul, Rússia e Vietname.  
Desse modo, de acordo com os especialistas, o regime de Kim Jong-un continua a ter acesso ao sistema financeiro internacional apesar das sanções. O relatório aponta ainda para a existência de uma cooperação militar entre a Coreia do Norte, a Síria e a Birmânia no desenvolvimento de um míssil balístico e programas de armas químicas.

 

Em nenhum momento, até agora, os especialistas apontavam o nome de Moçambique ou de qualquer outro país africano na lista dos violadores das sanções.

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