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RD CONGO KASAI , A GUERRA QUE AMEAÇA INCENDIAR O CONGO

| Editoria Política | 27/02/2018

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O conflito do Kasai, que já provocou cerca de seis mil mortos e mais de um milhão e meio de refugiados, segundo estimativas do Alto Comissário das Nações Unidas, ameaça extravasar do seu quadro regional de tradições  étnicas, de características confusas, para um conflito partidário que reagrupa forças diversas contra Kabila.

A chamada guerra  deKamwinaNsapu, que devasta o Kasai ocidental na fronteira Lunda de Angola, começou de facto por uma grosseira violação em 2016, do presidente Kabila contra os direitos tradicionais dos BajilaKasanga, da etnia Luba, que viu preterida os direitos do seu candidato natural ao titulo de rei tradicional, a favor de um amigo de Kabila, nomeado pelo governo de Kinshasa.

KamwinaNsapu elevou a sua voz contra a ingerência do estado nos costumes gentílicos, clamou contra a corrupção do regime, o governo promete negociações, mas envia o exército que executa barbaramente o pretendente ao trono, profanando a casa de fétiches considerada sagrada em toda a região do Kasai.

A sublevação popular, foi imediata e improvisada. Armados de machetes, espingardas artesanais, arcos e flechas, as milícias do Kasai começam a atacar as forças policiais e do exército , e a incendiar e pilhar todos os edifícios representativos do governo . A Igreja católica tenta intermediar o conflito, sem sucesso.

Para agravar a situação, Kabila envia tropas de reforço, que no decorrer das suas operações punitivas, incendeiam aldeias, massacram populações indefesas, assinaladas por observadores das Nações Unidas, em 89 valas comuns; a participação recente de uma milícia pró-governamental “Bana Mura”, composta de elementos recrutados nas etnias tchokwes, pende e tetela que atacam populações de origem lulua e luba, acentuam o caracter tribal do conflito.

Os conflitos entre Lubas e Tchokwes(duas principais tribos do mosaico Kasai) agravam-se com acusações mútuas, que o presidente Kabila na sua “desordem de governar” tenta tirar dividendos políticos, evitando uma formulação de discurso político mais legível.

A legitimidade do presidente congolês que adia sucessivamente a realização de eleições, esgotando o seu mandato actual que termina em 2017, aliada ao facto do Kasai ser a terra natal do seu velho rival EtienneTchisekedi, falecido recentemente em Bruxelas, pode transformar as milícias de KamwinaNsapu num “exército” da UDPS fiéis à memória de Tchisekedi.

Alguns analistas chamam a atenção que ao incentivar a guerra tribal, esta pode ser contagiante, e “pegar-se”  à região sul onde se situa o Katanga, que conta com uma tradição separatista desde os tempos de MoisesTchombé , no anos sessenta do século passado, que protagonizaram uma guerra com intervenientes internacionais.

De salientar que o Katanga (rico em cobre) que contribui com 90% do PN congolês, é a terra natal de MoiseKatumbi, antigo governador da província, e um opositor odiado de Kabila. Sem falar da região oriental do Kivu, na margem dos grandes lagos. A “ grande guerra do Congo” não é uma figura de estilo universitário, ela existe subjacente nas grandes placas étnicas-regionais capazes de um terramoto futuro.

A grande região do Kasai (que tira o se nome do rio Kasai que faz fronteira com Angola  no nordeste das lundas) começou ser dividida em duas províncias pelos belgas e mais tarde por Mobutu, com a capital na antiga Luluaburgo (hoje Kananga), para ser retalhada por Kabila em cinco províncias: Kasai Ocidental, Central , Oriental,Sankoru e Lomami, na velha divisa, dividir para melhor reinar.

Angola reforçou o seu dispositivo de segurança na fronteira com novas unidades poliuciais e do exército, ao mesmo que dobra os esforços para acudir a milhares de refugiados que demandam o seu território à procura de segurança.

 

 

 

 

 

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