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Moçambique negocia reestruturação da dívida

| Editoria Economia | 23/03/2018

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O Grupo Global de Detentores de Títulos da Dívida de Moçambique, que representa 80% da dívida contraída pelo país, rejeitou na terça-feira, 22, em Londres, a proposta apresentada pelo Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleane que tinha proposto um corte de 50% da dívida atrasada.

 O conselheiro do Grupo Global de Detentores de Títulos da Dívida de Moçambique, Thomas Laryea, tinha dito que iam "transmitir a ideia de que a chamada proposta não serve de início de conversa".

Para o pesquisador do Centro de Integridade Pública (CIP), Jorge Matine, este é um mau sinal. "Enquanto não houver uma base de consenso em relação à transparência, em relação ao quadro constitucional, muito dificilmente eles vão olhar para a acção do Governo como uma acção com consequências claras".

Já para o economista moçambicano João Mosca, o reescalonamento da dívida que o executivo pretende poderá ter consequências pesada: "no fim, acabaremos por pagar mais do que as dívidas que contraímos".

As dívidas ocultas, estimadas em pouco mais de dois mil milhões de dólares norte-americanos foram contraídas pelas empresas EMATUM, MAM e Proindicus, com o aval do Estado mas sem o conhecimento da Assembleia da República.

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