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África do Sul em Luto

| Editoria Política | 03/04/2018

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Faleceu a 7ª primeira dama sul-africana, activista anti-apartheid Winnie Mandela, com 81 anos de idade,  a informação foi avançada na segunda-feira pela sua assistente pessoal, por intermédio de um comunicado de imprensa, os parentes declararam que Winnie, morreu  “pacificamente  durante a tarde de domingo, 01 de Abril, depois de uma doença prolongada que a fez internar várias vezes”.

Winnie Madikizela-Mandela nasceu em 1936 em Bizana, na África do Sul. Era a quarta dos oito filhos que Columbus e Gertrude, os pais, tiveram. Gertrude morreu quando Winnie tinha apenas nove anos: a família desmembrou-se e os oito filhos foram separados e colocados a viver com parentes.

Apesar das limitações que o país africano impunha à educação das crianças negras,  mudou-se para Joanesburgo depois de terminar a escola secundária, com o objectivo de estudar serviço social.  Licenciou-se na Jan Hofmeyr School em 1956 e alguns anos depois terminou o mestrado em relações internacionais, já na Universidade de Witwatersrand.

Conheceu o  advogado e ativista anti-apartheid Nelson Mandela em 1957. Casaram no ano seguinte. Tiveram duas filhas antes de Nelson ser preso, em 1963, e condenado a prisão perpétua. Enquanto o marido esteve preso, Winnie emergiu como a figura principal da luta contra o apartheid e chegou a ser condenada a prisão domiciliária. Em 1969, tornou-se uma das primeiras pessoas detidas sob a Secção 6 do muito debatido Terrorism Act e esteve 18 meses na solitária da Prisão Central de Pretória: só era autorizada a sair para visitar o marido em Robben Island, coisa que, de acordo com os meios de comunicação social sul-africanos, raramente fazia.

Nelson Mandela foi libertado em 1990 e as imagens dos dois, a liderar uma multidão de mãos dadas, correram o mundo.

Em 2013, numa entrevista ao jornal francês Le Journal du Dimanche, enalteceu a sua própria luta e o empenho que dedicou à libertação de Nelson Mandela. “Se eu não tivesse lutado, Mandela não teria existido, o mundo inteiro tê-lo-ia esquecido e ele teria morrido na prisão”, garantiu Winnie.

 

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