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Pobreza é cartaz de manifestação no leste de Angola

| Editoria Política | 18/04/2018

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Mais de 100 cidadãos das províncias da Lunda-Norte, Lunda-Sul e Moxico, convocados pelo grupo de activistas e do movimento cívico “AKWA MANA”, saíram pelas ruas das cidades no domingo, 15, para exigir o aperfeiçoamento das condições de vida das populações locais e uma melhor partilha no Rendimento Nacional.

A manifestação tem como lema "apoiamos o combate as assimetrias regionais". São inúmeras dificuldades observadas na parte leste do país, como a falta de habitações condignas, de saneamento básico, de água potável e electricidade, de hospitais provinciais, de indústrias transformadoras, condições agravadas pela degradação das vias rodoviárias, o que impede o abastecimento regular de bens e serviços.

 Apesar das suas grandes potencialidades económicas, as três províncias pertencem ao grupo das regiões menos desenvolvidas de Angola.

 Sob orientação do Presidente João Lourenço, numa reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros realizada no dia 15 de Março do ano em curso, nesta mesma região, propôs-se reconhecer as principais dificuldades das três províncias.

O reconhecimento do nível de necessidades da população, fez com que os manifestantes exigissem o comprimento das propostas feitas durante a campanha eleitoral e durante a visita de dois dias da Comissão Económica do Conselho de Ministro.

Em 2017, a Lunda Norte albergou mais de 30 mil refugiados congoleses, fugindo aos conflitos na região fronteiriça do Kasai, na RDC.

Em 2018, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e o Serviço de Migração e Estrangeiros informou que se iniciam nos próximos dias o processo de localização dos onze mil refugiados da República Democrática do Congo (RDC) que se encontram fora do centro de assentamento do município do Lóvua, província da Lunda-Norte.

 

 

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