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ERDOGAN ANTECIPA ELEIÇÕES NA TURQUIA

| Editoria Política | 09/05/2018

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Com as sondagens a indicar uma descida de popularidade do partido governamental, AKP (Partido da Justiça e do Desenvolvimento), o presidente turco Recep Erdogan, resolveu, contrariamente ao que dissera tempos atrás, antecipar a realização de eleições legislativas com o objectivo de evitar a desagregação do seu eleitorado e cortar as hipóteses de negociações entre os partidos da oposição em torno de um candidato único.

A economia turca sofre uma grande recessão, e o partido islamita no poder, não mostra sinais de fazer parar o retrocesso da vida económica que afecta a sociedade e fustiga o sector empresarial do país.

Quanto mais tarde fossem realizadas as eleições, menos hipóteses teria Erdogan de vencer. Mas o descontentamento não se resume somente às causas económicas, ela reside também no campo político, com a contestação marcada da maior parte da juventude que não se revê na brutalidade da intervenção policial contra manifestações pacíficas, prisões políticas massivas contra opositores, fecho de jornais, e toda adopção islamita que rompeu com o passado laico da herança kemalista.

No poder desde 2002, Erdogan governou até 2011, com um certo sucesso e popularidade, ao mesmo tempo que lentamente endurecia as posições políticas nos meios de comunicação. Mas foi a partir da introdução das leis islamitas na sociedade turca (obrigatoriedade do porte do véu nas mulheres) e o assalto brutal da policia nas manifestações da Praça de Gezi em 2011, e posteriormente a repressão indiscriminada aos sectores modernos e liberais das instituições turcas após “o golpe de estado” que para muitos não passou de uma encenação prévia, que Erdogan revela, a sua “agenda guardada”.

A 4 de Maio 2016, no rescaldo da agitação, dá-se o “primeiro golpe de estado civil”, com a destituição do primeiro-ministro Ahmed Davertoglu, que abandona a liderança do AKP, a alteração da constituição nacional sem os dois terços dos assentos parlamentares legais, ficando Erdogam com todos os poderes nas mãos, o legislativo, executivo, judicial e controlo mediático absoluto na televisão, rádio e jornais.

A moderna história turca que assistiu a vários golpes militares, nunca assistira a tão grande repressão. O carismático líder religioso Fetulah Gulen, a viver nos Estados Unidos foi indicado como grande conspirador contra o estado turco.

Para Kemal Kilicdaroglu, líder do partido da oposição laica CHP, a antecipação das eleições mostra a “impotência do poder actual em continuar a administrar o país”. Estas eleições vão decorrer sob o regime de estado de urgência declarado em 2016 e nunca revogado, que dá a Erdogan poderes legislativos especiais, nomeadamente o poder de nomear os membros do Conselho Eleitoral, afins de criar condições para a sua própria vitória.

Há dezasseis anos no poder, o AKP criou a sua própria burguesia de estado e do partido, que luta desesperadamente para conservar o poder, apoiando por agora Erdogan, mas começando a dar sinais de terem começado a olhar para outro candidato mais conciliatório com a população e os desejos do novo eleitorado.

Sondagens recentes mostram que a entrada da Turquia na União Europeia continua a ter forte apoio na população jovem do eleitorado turco, à medida que se acentua o impasse político da população kurda e o ambiente conflituoso com a vizinha Grécia.

 

 

 

 

 

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