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Aumenta Presença Chinesa no Pacífico Sul

| Editoria Política | 18/05/2018

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A China aumenta a sua presença chinesa no Oceano Pacífico despertando inquietação crescente nas diversas potências regionais, que não tendo capacidade para competir ou contra atacar, procuram de forma cuidadosa (quase submissa) continuar em bons termos diplomáticos com Pequim.

Este tema foi a preocupação principal da recente visita do presidente francês , Emmanuel Macron a Austrália, que assinou em 2017, um importante contrato de fornecimento de 12 submarinos considerados dos mais modernos do mundo no valor de 34 biliões de euros com o objectivo de renovação da velha frota “Collins” da marinha australiana. De notar que o contrato prevê toda a construção dos submersíveis no território australiano, com ganhos importantes de postos de trabalho e transferência de “Know-how” da indústria gaulesa para o país cliente, ao mesmo tempo que vende aviões “Rafale” para a India.

A primeira fase crescente presença chinesa no Pacífico Sul, era entendida numa primeira fase, como um esforço de balancear a presença de Taiwan na região, mas de forma gradual, ela progrediu de forma gradual, seja com a anexação das ilhotas de Sprateley que foram transformadas em autênticas fortalezas militares, numa violação flagrante do direito internacional.

Mas não é só o braço militar que a China estende no Pacífico Sul. Os bancos chineses financiam obras nos países da região com linhas de crédito a taxas preferenciais, que se estimam em cerca de 1,78 biliões de dólares, segundo instituto australiano Lowy.

Esta ajuda financeira destinada em grande parte a obras de infra-estruturas , é tanto mais apreciadas pelos clientes locais, ele não está sujeitas às regras de boa governança impostas pelos países ocidentais, para além de uma validade duvidosa. Ainda recentemente a ministra australiana do desenvolvimento Internacional, acusou a China de “construir estradas que levam a nenhuma parte” e “prédios inúteis”.

A primeira ministra da Nova Zelândia, Jacinta Arden, apresentou uma nova política para as ilhas do Pacífico Sul, que possa ultrapassar as relações paternalistas existentes e lance as bases para uma relação mais realista a longo prazo. Por sua vez, o Reino Unido decidiu aumentar em 6%, a sua ajuda aos países da região para não se tornarem presa fácil para Pequim., ao mesmo tempo que abria representações diplomáticas em Vanuatu, Samoa e Tonga.

“ Mas ninguém vai desafiar a China, apesar da vontade de oferecer uma alternativa diferente, é China que tem os bolsos mais fundos”, sublinha Anne-Marie Brady, especialista da política chinesa da Universidade de Canterbury, citada pelo jornal Le Monde. A França, entre outros países ocidentais é acusada pelo Vanuatu e Nova Caledónia de os “ter abandonado”, e no primeiro caso de só estar interessada no níquel.

O jornal australiano Sydney Morning Herald lançou a manchete recente que tinham começado conversações entre o Vanuatu e a China, para o estabelecimento de uma base militar chinesa neste arquipélago, e embora o facto tenha sido desmentido por ambos os países, a verdade é que Austrália se sente cada vez mais ameaçada, e embora seja a maior potência regional, comporta-se como um jovem elefante numa loja de porcelanas, pois a China é o seu principal parceiro comercial na região.

A Austrália endureceu a sua legislação contra as influências estrangeiras, nomeadamente interditando doações aos partidos políticos australianos, medidas que visavam especialmente a China que reagiu acusando Camberra de “paranóia anti-chinesa”.

O director do Instituto Australiano de Estratégia Política, Peter Jennings, afirmou recentemente que a “China torna-se cada vez mais agressiva e voluntarista na região e com a Austrália, pelo que se terá de adoptar uma linha mais firme para fazer respeitar os seus interesses estratégicos”.

Esta observação australiana, fez Pequim congelar todas as visitas oficiais a este país.

 

 

 

 

 

 

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